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    quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

    Fruto da iniquidade: Brasil responde por metade das novas infecções por HIV na América Latina!


    …”Em que condição moral estará a nossa sociedade nos Últimos Dias? A Bíblia Sagrada diz em {2 Timóteo 3:1-4}… Sabe, entretanto, disto: nos Últimos Dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens amarão a si mesmos, serão ainda mais gananciosos, arrogantes, presunçosos, blasfemos, desrespeitosos aos pais, ingratos, ímpios, sem amor, incapazes de perdoar, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, inconsequentes, orgulhosos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus”,…

    Entre 2010 e 2016, número de novos casos aumentou 3%.


    Os números foram divulgados nesta quinta-feira pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids). Em 2016, a estimativa é que a América Latina tenha registrado 96 mil novas infecções pelo vírus da Aids, pouco mais que as 94 mil de 2010. Além de 1.800 novas contaminações de crianças, concentradas na Venezuela, Brasil e Guatemala.
    (20/07/2017) — Na contramão do mundo, que conseguiu reduzir o número de novas infecções por HIV em 16% desde 2010, o Brasil registrou um aumento de 3% no período. Na América Latina, o país é líder de novas contaminações, respondendo por 49% dos casos estimados em 2016, apesar de responder por aproximadamente um terço da população da região. Em segundo lugar está o México, com 13%.
    A tendência de aumento no número de novas infecções por HIV foi registrada na Argentina, também com 3% de variação entre 2010 e 2016, mas o cenário é particularmente grave no Chile, que registrou aumento de 34% no período, e em alguns países da América Central, como Guatemala, com 23%; Costa Rica, com 16%; e Panamá, com 9%. No outro extremo, Colômbia, El Salvador, Nicarágua e Uruguai conseguiram reduzir o volume de novos casos em mais de 20%.
    Apesar dos problemas pontuais, a América Latina vem demonstrando progressos no combate à Aids. Devido ao aumento do acesso a tratamentos, a mortalidade relacionada com a doença caiu 12% entre 2000 e 2016, de 43 mil para 36 mil mortes anuais. Os maiores avanços aconteceram no Peru (62%), Honduras (58%) e Colômbia (45%).
    O relatório da Unaids estima que existam 1,8 milhão de pessoas que vivem com o HIV na região, sendo que 81% delas sabem da condição. Destas, 72% têm acesso a tratamento com antirretrovirais e, destas, 79% estão em supressão viral. A meta das Nações Unidas para 2020, conhecida como 90-90-90, é que 90% das pessoas infectadas tenham conhecimento disso, e das que saibam da infecção, 90% estejam em tratamento. E das pessoas em tratamento, 90% tenham supressão viral.
    O número de pacientes com acesso a antirretrovirais praticamente dobrou na região, de 511.700 em 2010 para 1 milhão em 2016, mas a cobertura varia de país a país. A Argentina é o país com maior oferta, com 64% dos pacientes em tratamento, seguida pelo Brasil e México, ambos com 60% de cobertura. Na outra ponta, Bolívia, com cobertura de apenas 25%, e Paraguai, com 35%, sofrem para ampliar o acesso a terapias antirretrovirais. FONTE: O GLOBO

    terça-feira, 2 de janeiro de 2018

    Não Tenho Tempo


    Em certa ocasião, um diretor e proprietário de uma importante empresa saía de seu escritório e, ao entrar no carro, um jovem se aproximou, oferecendo-lhe um folheto cujo título dizia: “Onde passarás a Eternidade?” O homem olhou para o jovem e disse:

    - “Meu amigo, não tenho tempo para isto”.

    - “A mensagem desse folheto é muito importante e até pode mudar o rumo de sua vida...”

    - “Tenho coisas importantes a fazer, não tenho tempo para brincar de religião. Há pessoas que dependem de mim para receber o salário no fim do mês. Se eu não trabalhar, não haverá dinheiro. Não tenho um deus que deposita no banco aquilo que eu preciso”.

    - “Nem tudo é dinheiro nesta vida, recomendo que leia o folheto. Depois o senhor decide o que fazer”.

    - “OK! Eu o levo comigo e, algum dia, quando tiver um tempo, eu lerei”.

    No dia seguinte o empresário foi encontrado em seu escritório, já sem vida. Sofreu um infarto e ficou debruçado sobre a escrivaninha. Entre as coisas que havia ao seu redor, estava o folheto “Onde Passarás a Eternidade?”. Se tivesse lido, teria tido a oportunidade de conhecer a mensagem que Deus tinha para a sua vida, porém, ele “não tinha tempo”. Agora, havia terminado o seu tempo aqui na terra!

    A Bíblia diz: “...aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo...” (Hebreus 9.27). Portanto, o que agora restava para este homem era esperar o momento de comparecer diante de Deus e arcar com as consequências. E você, como está a sua vida?

    Está sem tempo para ouvir a mensagem que Deus tem para você?

    A Bíblia é a Palavra de Deus escrita e nela encontramos tudo o que Ele quer para você e para mim.

    Ela nos diz: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3.16-18).

    Aceitar ou rejeitar
    Há apenas uma alternativa: Crer nesta mensagem ou rejeitá-la. Não há meio-termo. A Palavra de Deus diz que, como todos pecaram, estão separados eternamente de Deus, porém, Ele ama tanto a Sua Criação a ponto de ter providenciado uma maneira de eliminar essa separação entre cada pessoa e Ele.

    O preço do pecado é a morte eterna, mas a dádiva do Senhor é a vida eterna em Cristo. Você merecia estar separado de Deus, no entanto, hoje pode usufruir dessa maravilhosa oportunidade de ter esperança da vida eterna e de confiar em todas as fiéis promessas do Senhor. É necessário apenas crer e será salvo da condenação que paira sobre você. Hoje pode ser o tempo oportuno, hoje pode ser o dia da sua salvação!

    O que fazer?
    Você poderá usar a desculpa: “Não tenho tempo!” Talvez você ainda viva por muitos anos e sua vida não termine como a da história aqui mencionada. Porém, sem dúvida alguma, chegará o dia em que precisará enfrentar o Deus vivo e verdadeiro para prestar contas daquilo que você fez com a vida que Ele lhe deu. Essa é uma verdade que jamais deve ser esquecida. A sua decisão terá conseqüências eternas!

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    domingo, 1 de outubro de 2017

    Incrivelmente maravilhosa


                                        “... a minha paz dou a vocês” (João 14.27)."
    Já ouviu o noticiário? Já leu o jornal? Novamente ataques terroristas, corrupção, crianças maltratadas, catástrofes ambientais em proporções nunca vistas. As manchetes: “Nosso ecossistema faliu! O clima está descontrolado! Nosso planeta à beira da morte! Agora pagamos a conta!”. O medo sobe às costas de quem observa nossa época. E a coisa vai ficar ainda pior. A Bíblia nos mostra isso. E nós estamos no meio de tudo – nós, nossos filhos e netos.
    A paz de nosso Senhor Jesus é muito diferente da paz desse mundo.
    Em uma das últimas vezes que o Senhor Jesus falou aos seus discípulos, ele lhes deu essa maravilhosa promessa, que vale também para você: “A minha paz dou a vocês”. Ele sabia o que os seus amigos necessitariam nos tempos vindouros: a paz que ele mesmo tinha em seu coração.
    Que paz é essa, então, quando o Senhor fala em sua paz? É a paz que ele manifestou. Ele sabia: Judas o trairia. O povo o condenaria aos berros! Pedro covardemente o negaria. Seus discípulos o abandonariam vergonhosamente. Os soldados o chicoteariam. Os algozes o pregariam na cruz. Seria abandonado por Deus – e feito pecado por nós. Não se ouviu nenhum protesto, nenhuma queixa – pelo contrário. Nesses momentos de despedida, o Senhor se inclina aos discípulos com muita compaixão e os consola com a sua paz, que ele concederia a eles.
    Que paz é essa diante da iminente morte na cruz? Que paz é essa que leva o Senhor Jesus, mesmo em meio às dores indescritíveis, a orar pelos inimigos? Que paz é essa que, mesmo sob terrível e torturante sofrimento, faz com que o Senhor não pense em si, mas em seus amados? Assim, a paz de nosso Senhor Jesus é muito diferente da paz desse mundo. E foi da sua paz que o Senhor Jesus falou quando estava prestes a trilhar o caminho do pavor.
    É a sua paz que transcende todo o entendimento. É a sua paz que cobre todas as preocupações de nosso coração. Não é a paz humana, frágil e muitas vezes falsa desse mundo. É a paz dele que nos é concedida.
    É algo incrivelmente maravilhoso quando a paz dele nos alcança! É incrivelmente maravilhoso quando essa paz nos domina! É a paz de Deus que enxuga todas as lágrimas de seus filhos. É a sua paz que nos concede um futuro eterno e uma maravilhosa esperança. O que seria de nós se não soubéssemos dessa paz? Por isso ninguém precisa se desesperar. Ninguém gritará por socorro em vão: “Estou aflito, ó Senhor! Vem em meu auxílio!” (Isaías 38.14).
    Como isso consola nossa alma tantas vezes assustada, quando ela sabe que no final tudo dará certo! Não importa o que haverá pela frente! Não importa o quanto os lobos desse mundo uivam. Por isso, não tema! Não olhe amedrontado ao seu redor, pois o seu Salvador o auxiliará!
    No entanto, o Senhor nem sempre satisfará os nossos desejos, mas ele deseja acalmar nosso coração e nos conceder sua paz. É certo que o Senhor Jesus conhece as dificuldades que você enfrenta com seu marido incrédulo. Ele sabe das suas preocupações com os filhos e os netos. Ele observa como o seu chefe dá preferência ao seu colega só porque você é cristão e permanece na verdade. Ele sabe o que é assédio. Ele observa como você o confessa em público e em consequência sofre escárnio e zombaria. Ele sabe de todas as suas dificuldades. Ele conhece as suas horas de solidão. Ele sabe o quanto você desejaria ter uma pessoa amada ao seu lado. Ele sabe de sua enfermidade, conhece as suas dores. Ele sabe das suas limitações, vê você em sua cadeira de rodas. Ele sente juntamente com você quando o seu envelhecimento traz problemas e você não tem ninguém para ajudá-lo. Ele também sabe dos seus gargalos financeiros.
    Abra totalmente seu coração para essa maravilhosa paz do Senhor Jesus.
    E justamente nesse mar revolto em seu coração ele lhe concede a sua paz. Paz em meio ao estresse cotidiano. Seja como médico-chefe na clínica ou como afadigado carteiro. Seja como vendedor de móveis ou como dona de casa. Seja você servindo batatas fritas no balcão ou atuando como policial. Quer você esteja acordando ou indo para a cama – em tudo você pode usufruir da paz dele.
    E agora, querido(a) filho(a) de Deus, abra totalmente seu coração para essa maravilhosa paz do Senhor Jesus. Somente dessa maneira você pode experimentar a mudança que essa paz traz em sua vida! 

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    sexta-feira, 30 de junho de 2017

    O Poder da Oração


    Recentemente recebemos uma carta de uma leitora que mostra quão maravilhosas experiências é possível fazer com o Senhor pela fé. Por isso reproduzimos alguns trechos da carta:

    Há poucas semanas ouvimos pelo rádio a notícia de que, devido à ameaça de inundação, deveríamos tirar nossos automóveis da garagem subterrânea. Uma barragem havia se rompido durante a noite, e às 6 horas da manhã a água havia chegado até nosso bairro. Em nossa casa reuniram-se 10 mulheres e imploraram ao Senhor para que Ele, em Sua onipotência, detivesse as águas. Oramos por cerca de 15 minutos. Depois olhamos pela janela para ver até que altura a água já havia chegado. Ela tinha alcançado nosso terreno, mas não o inundou. Aleluia! Alguém informou que a água havia parado de subir nos últimos 15 minutos. Vale a pena orar!

    Depois distribuímos sanduíches aos trabalhadores encarregados dos reparos, entregamos folhetos a eles e louvamos ao Senhor! (C. B.)

    Praticamente ao mesmo tempo li o seguinte em um jornal:

    A fé pode remover montanhas
    "Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus; porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco" (Mc 11.22-24).

    Os membros de uma pequena igreja nas montanhas de Great Smoky (EUA) construíram um novo prédio em um terreno que haviam recebido por doação. Dez dias antes da inauguração, o inspetor de obras da localidade informou ao pastor que o estacionamento era insuficiente para o tamanho do prédio. Se a igreja não dobrasse o tamanho do estacionamento, não poderia usar o salão. Infelizmente, a igreja já havia ocupado cada polegada do escasso terreno, com exceção da colina que ficava atrás do prédio. Para criar mais vagas no estacionamento, seria necessário remover a colina. Na manhã do domingo seguinte o pastor anunciou corajosamente que à noite queria reunir-se com todos os membros da igreja que tivessem "fé para remover montanhas". Eles teriam uma noite de oração para pedir a Deus que removesse a colina e providenciasse o dinheiro suficiente para asfaltar o estacionamento antes da inauguração no domingo seguinte. No horário combinado reuniram-se para orar 24 dos 300 membros da igreja. Eles oraram durante cerca de três horas. Às 22 horas o pastor disse o último "Amém". "Conforme está planejado, inauguraremos o salão no próximo domingo", garantiu ele. "Deus nunca nos abandonou, e creio que também desta vez Ele será fiel".

    Na manhã seguinte, quando estava trabalhando em seu gabinete, alguém bateu com força na porta. Ao responder "entre!", apareceu um empreiteiro de aspecto rude, que tirou seu capacete. "Desculpe, pastor, sou da empreiteira de obras da localidade vizinha. Estamos construindo um enorme centro de compras e precisamos de terra. O senhor estaria disposto a nos vender uma parte da colina que fica atrás da igreja? Nós pagaremos a terra que tirarmos e asfaltaremos gratuitamente o espaço vazio, desde que possamos dispor da terra imediatamente. Não podemos continuar com a construção do shopping antes que a terra esteja depositada no local e suficientemente compactada".

    O novo salão foi inaugurado no domingo seguinte como tinha sido planejado, e no evento de abertura estavam presentes muito mais membros "com fé para remover montanhas" do que na semana anterior.

    Seja sincero: você teria participado daquela reunião de oração? Algumas pessoas dizem que a fé é produzida pelos milagres. Mas outras sabem: milagres resultam da fé!


    domingo, 19 de março de 2017

    O Futuro Juízo de Deus


    “Exultai sobre ela [Babilônia], ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa” (Ap 18.20).

    “Se, de fato, é justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2Ts 1.6-8).

    Recentemente, completei o ensino do Livro do Apocalipse.[1] Algo que realmente captou a minha atenção por todo o livro foi a ênfase nas criaturas de Deus que se regozijam e reconhecem a justiça do juízo de Deus durante toda a Tribulação e na Segunda Vinda. Por todo o Apocalipse existe um sentimento de que a intervenção do juízo de Deus na história, quando ela finalmente ocorre, já deveria ter acontecido há muito tempo. Entretanto, creio que muitos de nós freqüentemente consideramos triste o futuro juízo de Deus sobre aqueles que receberão Seus severos golpes. Mas esta não é a atitude defendida no céu quando aos crentes é declarado que se regozijem, em Apocalipse 18.20.

    O Juízo Futuro
    O apóstolo Paulo começa sua terceira epístola, a saber, a Segunda Carta aos Tessalonicenses, falando também do futuro juízo. O contexto, como em Apocalipse, é o da perseguição de seus companheiros crentes no Senhor Jesus Cristo. Diz Paulo: “Nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, à vista de vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais” (2Ts 1.4). Estes gregos crentes estavam sofrendo por causa de sua fé, dois mil anos atrás, nas mãos dos incrédulos; todavia, eles eram fiéis ao Senhor em suportarem essas aflições. Esta passagem nos ensina que tal perseguição pelos incrédulos será, no mínimo, parte da base do futuro julgamento vindo de Deus. “Resistir a pressões presentes demonstra a justiça do futuro juízo de Deus”.[2]

    F. F. Bruce faz eco a este pensamento: “O fato de que eles estejam suportando perseguição e aflição por amor a Cristo é uma prova segura do justo juízo de Deus, que será vindicado neles e em seus perseguidores no Advento de Cristo”.[3] J. N. Darby observa corretamente que o juízo para os incrédulos estava chegando: “‘O dia do Senhor’ estava vindo do Senhor em juízo; mas Ele não estava voltando para fazer os dEle sofrerem – era para punir os perversos”.[4] Isto estabelece o cenário para o capítulo dois, quando Paulo argumenta que o dia do Senhor ainda não havia vindo.

    Paulo continua no versículo 6 ao observar que a justiça retribuidora é necessária quando Deus [dá] “em paga tribulação aos que vos atribulam” (2Ts 1.6). A mesma raiz da palavra na língua grega é usada em suas formas verbal e nominal. “Tribulação” (ou aflição) é a forma substantiva enquanto que “atribulam” (ou afligem) é a forma verbal usada como uma partícula substantivada. A forma substantivada desta raiz é a palavra usada no Novo Testamento para o termo “tribulação” e poderia ser uma referência àquele período de sete anos da história. Robert Thomas observa:

    Thlipsin é uma palavra geralmente traduzida por “tribulação”. É a sina atual dos cristãos passarem por tribulações (v. 4; 1Ts 3.4). Para o restante do mundo, entretanto, a tribulação será futura e muito maior em intensidade (Mt 24.21; cf. Ap 3.10). Em sua primeira epístola à Igreja de Tessalônica, Paulo descreveu esse período em relação à sua fonte – isto é, a ira de Deus (1Ts 1.10; 1Ts 2.16; 1Ts 5.9). Mas aqui ele fala do ponto de vista das circunstâncias que tragam as vítimas.

    Depois que o período de tribulação tiver passado, será negada, a esses causadores de problemas, a entrada no reino messiânico, o qual acolheu os fiéis seguidores de Cristo (v.5; Mt 25.41,46).[5]

    No versículo 7, que fala da Segunda Vinda como trazendo alívio, vemos uma conexão com Apocalipse 18.20 e o regozijo da criação de Deus uma vez que Ele já julgou a maldade. Vemos dois objetos de Sua ira no versículo 8: primeiro, “os que não conhecem a Deus” e, segundo, “os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus”. Estas são as fontes de perseguição para os crentes da presente era da Igreja, mas o Arrebatamento da Igreja trará alívio para todo o corpo de crentes da era da Igreja, o que também resultará no derramamento da ira de Deus sobre os que rejeitarem o Evangelho.

    Os incrédulos não experimentarão apenas a ira de Deus durante a Tribulação, pois o versículo 9 nos diz que eles também “sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder”. “É irônico que aqueles que rejeitarem a Deus receberão como punição a rejeição de Deus”, considera Michael Martin. “Isto implica em que a chamada liberdade da influência de Deus, que os rebeldes desejam, não é liberdade, mas condenação. É um banimento infernal da única e verdadeira fonte de bondade e bênção”.[6] No versículo 10, vemos que a Segunda Vinda de Cristo não apenas revelará a glória de Deus, mas servirá para Ele “ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram”. Esta mesma resposta é o que vemos no Apocalipse quando o céu, ou seja, anjos e crentes, maravilha-se e se regozija pelo julgamento dos habitantes da terra e pela elevação do Senhor Jesus Cristo a Seu lugar de direito para governar.

    O Julgamento é Realizado pelo Filho
    Em João 5.22-23a, Jesus nos diz: “E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento, a fim de que todos honrem o Filho do modo por que honram o Pai”. Esta passagem revela que, embora o Filho será o agente do julgamento na história, dentro das funções das Pessoas da Trindade, o Filho e o Pai têm o mesmo padrão de justiça porque eles são o mesmo Deus. Jesus continua, dizendo: “Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem” (Jo 5.26-27). Jesus, que é o Filho do Pai dentro da Trindade, também é o Filho do Homem e relacionado com a humanidade. Assim, como Deus-Homem, Jesus será o agente julgando a humanidade porque Ele é tanto Deus quanto Homem. Portanto, Ele será capaz de avaliar a humanidade com perfeita justiça.

    Romanos 12.19 diz: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor”. Paulo cita Deuteronômio 32.35 nesta passagem. Moisés diz no versículo seguinte: “Porque o Senhor fará justiça ao seu povo e se compadecerá dos seus servos” (Dt 32.36). Tanto em favor de Israel quanto em favor da Igreja, o Senhor tomará vingança e o fará com justiça e retidão. Em Romanos, Paulo argumenta, no capítulo 13, que os crentes deveriam geralmente obedecer às autoridades civis, porque Deus estabeleceu o governo civil como Seu instrumento, através do qual Ele toma vingança nesse ínterim – entre o julgamento do Dilúvio e o julgamento em Sua Segunda Vinda. Este é um instrumento que Ele usa para refrear o mal até a Tribulação, quando o homem da iniqüidade liderar uma rebelião cooperada contra Deus, resultando em Sua direta intervenção por toda a Tribulação e culminando no Segundo Advento.
    Conclusão

    A Bíblia ensina que uma das maneiras através da qual podemos demonstrar nossa confiança em Deus e em Seu plano para a história é permitindo que Ele tome conta dos males que experimentamos durante toda a nossa vida no processo de servir ao nosso Salvador. Assim como a perseguição e, finalmente, a morte de Cristo foram tão erradas e injustas, tem havido milhões de injustiças semelhantes perpetradas contra o povo de Deus desde então; mesmo assim, devemos esperar pelo dia dEle, quando endireitará todos os erros e se vingará dos malvados. Isto não significa que, quando um crime é cometido contra um crente, a justiça por meio das autoridades civis não deva ser procurada. Deve! Contudo, com muita freqüência as autoridades se corrompem e devemos esperar que o Juiz do mundo inteiro coloque as coisas nos devidos lugares. A prova principal seria o erro de justiça cometido pelo governo civil na morte de Cristo.

    Um dos pontos principais destas passagens que verificamos é que um crente no Senhor Jesus Cristo não tem que se tornar amargo ou irritado por causa da injustiça que alguém possa ter cometido contra ele, porque o próprio Jesus um dia trará perfeita justiça a este mundo pecaminoso. Ele endireitará todas as coisas. Em vez disso, quando nos fizerem mal ou nos perseguirem por causa de Cristo, poderemos responder com o amor e a graça que Deus em Cristo já nos mostrou na redenção. Temos oportunidade de mostrar-lhes o amor de Cristo. Diz Paulo: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.21). Como fazemos isso? Como diz o versículo anterior, devemos ser gentis e benignos para com nossos inimigos, tentando satisfazer-lhes as necessidades. Que maravilhosa salvação temos em Cristo! Ele nos salvou enquanto éramos Seus inimigos e agora nós tratamos nossos inimigos da mesma maneira que Cristo já nos tratou. Maranata!

    Fonte - http://chamada.com.br

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    segunda-feira, 13 de março de 2017

    IGREJA PRIMITIVA X IGREJA ATUAL

    Na Igreja Primitiva, ou seja, a Igreja dos primeiros séculos, os cristãos buscavam a Deus sobre todas as coisas, renunciavam suas próprias vontades pelas de Deus e Sua Obra. Os cristãos primitivos morriam como espetáculo para o mundo, em arenas, Coliseu, das formas mais terríveis: queimados, transpassados, devorados por animais, etc mas não negavam a sua fé em Cristo Jesus.

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    E hoje? Com algumas exceções....
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    O cristão atual nunca lê um capítulo completo: contenta-se em ler um versículo e a partir dele, conforme instruções de seus líderes (que também aprenderam assim), cria uma doutrina própria.
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    O cristão atual tem medo de pensar por si próprio, pois isso demandaria a difícil tarefa de ter que meditar na Palavra e correr o risco de fazer escolhas, e por isso se deleita em ter quem pense por ele. Assim surgem as coberturas espirituais, os ungidos do Senhor que não podem ser tocados ou questionados, os líderes que convencem seu rebanho a votar em determinado candidato nas eleições, a aceitação de qualquer heresia. Afinal, se o Anjo da igreja falou, está falado.
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    O cristão atual tem um objetivo na vida: prosperar. Esse desejo ele tirou do mundo, do qual ainda faz parte embora pense não pertencer mais a ele. Assim, transfere para si os valores do mundo, que são a aparência acima de tudo, o ter em detrimento do ser, o ser bem-sucedido em todas as áreas como prova da vitória de Cristo na cruz. Porém Cristo não morreu para que tivéssemos conforto e segurança, mas para que pudéssemos ser salvos e ter a vida eterna, mas essa interpretação não condiz com o american way of life, que na verdade é o anseio de todos os povos, incluindo o tupiniquim. Não à toa importamos a teologia da prosperidade e muitos modismos, o que vem de fora é melhor do que o que temos, inclusive quando o assunto é Deus.
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    O cristão atual quer comandar, estar adiante, na frente, não ser servo. Quer ser cabeça e não cauda, quer as riquezas dos ímpios, quer o poder terreno, pois crê que o céu é aqui na Terra e enquanto se está vivo. Isso está totalmente na contramão dos ensinos de Jesus, de que importa mais ser servo do que senhor, de que se deve ser o menor.
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    O cristão atual tem uma fé fraca, e para fortalecê-la precisa contar com a ajuda de muletas espirituais. Sal grosso, água benta, sabonete ungido, campanha das 7 semanas, tudo é válido para aguçar-lhe a fé. Seu cristianismo precisa se sincretizar com o paganismo em suas várias formas, pois Cristo apenas não é suficiente. O cristão atual é um neopagão, adora a vários deuses sem se dar conta. Cada amuleto gospel é um ídolo de pedra.
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    O cristão atual diz não negar nunca a Cristo, mas já O nega a cada dia, quando busca os valores inversos aos Seus ensinos. Infelizmente a sutileza dos enganos fez do cristão atual mais um religioso dentre tantas religiões. O cristão atual é tão cego à realidade do Evangelho que considera heresia ensinos sobre desprendimento material, afinal foi-lhe incutido que pobreza é coisa do diabo. O servir é coisa de derrotados; o não se conformar com esse mundo é demagogia, pois vivemos nele. Mudar essa mentalidade demoniacamente construída é quase impossível, só pela obra do Espírito Santo.
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    Como converter um cristão ao verdadeiro cristianismo? Como fazê-lo buscar primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça, e abrir mão das riquezas materiais, se muitas vezes é o desejo de riquezas que o leva aos templos, que prometem restituição financeira a quem segue as regras da denominação? Como convencê-lo de que deve morrer para esse mundo, quando o engano lhe diz que é nesse mundo que se experimenta um pedacinho do céu? Como mostrar-lhe que o Jesus que ele diz venerar não nasceu num palácio, optando por nascer em uma família humilde; que não adentrou em Jerusalém numa carruagem de fogo, mas num jumentinho? Como ensiná-lo a lição do lavapés, da renúncia aos valores materiais, do amor ao próximo como a nós mesmos, se o pseudocristianismo lhe diz que é assim mesmo, que Jesus venceu e que viemos para vencer, numa deturpação completa de Sua Palavra?
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    Realmente é muito mais fácil converter um não cristão que ainda não foi infectado pelo vírus do engano religioso, do que converter um “cristão”, pois a lavagem cerebral que esse recebeu torna o processo doloroso e trabalhoso demais. Reverter esse processo é um verdadeiro trabalho de libertação do Espírito Santo, em nome de Jesus.

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    terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

    História do carnaval: A influência católica e suas origens pagãs e satânicas

    A história do carnaval tem suas origens na Antiguidade, sendo uma festa tradicional e popular que chegou ao Brasil durante a colonização.

    O carnaval é a festa popular mais celebrada no Brasil e que, ao longo do tempo, tornou-se elemento da cultura nacional. Porém, o carnaval não é uma invenção brasileira nem tampouco realizado apenas neste país. A História do Carnaval remonta à Antiguidade, tanto na Mesopotâmia quanto na Grécia e em Roma.

    A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã.
    Na antiga Babilônia, duas festas possivelmente originaram o que conhecemos como carnaval. As Saceias eram uma festa em que um prisioneiro assumia durante alguns dias a figura do rei, vestindo-se como ele, alimentando-se da mesma forma e dormindo com suas esposas. Ao final, o prisioneiro era chicoteado e depois enforcado ou empalado.

    O outro rito era realizado pelo rei nos dias que antecediam o equinócio da primavera, período de comemoração do ano novo na região. O ritual ocorria no templo de Marduk, um dos primeiros deuses mesopotâmicos, onde o rei perdia seus emblemas de poder e era surrado na frente da estátua de Marduk. Essa humilhação servia para demonstrar a submissão do rei à divindade. Em seguida, ele novamente assumia o trono.

    O que havia de comum nas duas festas e que está ligado ao carnaval era o caráter de subversão de papéis sociais: a transformação temporária do prisioneiro em rei e a humilhação do rei frente ao deus. Possivelmente a subversão de papeis sociais no carnaval, como os homens vestirem-se de mulheres e vice-versa, pode encontrar suas origens nessa tradição mesopotâmica.

    As associações entre o carnaval e as orgias podem ainda se relacionar às festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Seriam festas dedicadas ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne.

    Havia ainda em Roma as Saturnálias e as Lupercálias. As primeiras ocorriam no solstício de inverno, em dezembro, e as segundas, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias com comidas, bebidas e danças. Os papeis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos colocando-se nos locais de seus senhores, e estes colocando-se no papel de escravos.

    Mas tais festas eram pagãs. Com o fortalecimento de seu poder, a Igreja não via com bons olhos as festas. Nessa concepção do cristianismo, havia a crítica da inversão das posições sociais, pois, para a Igreja, ao inverter os papéis de cada um na sociedade, invertia-se também a relação entre Deus e o demônio.

    A Igreja Católica buscou então enquadrar tais comemorações. A partir do século VIII, com a criação da quaresma, tais festas passaram a ser realizadas nos dias anteriores ao período religioso. A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa.
    Durante os carnavais medievais por volta do século XI, no período fértil para a agricultura, homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam nas ruas e campos durante algumas noites. Diziam-se habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e invadiam os domicílios, com a aceitação dos que lá habitavam, fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas.
    Durante o Renascimento, nas cidades italianas, surgia a commedia dell'arte, teatros improvisados cuja popularidade ocorreu até o século XVIII. Em Florença, canções foram criadas para acompanhar os desfiles, que contavam ainda com carros decorados, os trionfi. Em Roma e Veneza, os participantes usavam a bauta, uma capa com capuz negro que encobria ombros e cabeça, além de chapéus de três pontas e uma máscara branca.
    A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que na colônia era praticada pelos escravos. Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos e as escolas de samba. Afoxés, frevos e maracatus também passaram a fazer parte da tradição cultural carnavalesca brasileira. Marchinhas, sambas e outros gêneros musicais também foram incorporados à maior manifestação cultural do Brasil.

    fonte - http://ocorreiodedeus.com.br


    segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

    A Adoração da Mãe e do Filho

    Um dos exemplos mais destacados de como o paganismo babilônico tem continuado até nossos dias pode ser visto na maneira como a igreja romanista inventou a adoração a Maria para substituir a antiga adoração à deusa-mãe.



    A história da mãe e do filho foi largamente conhecida na antiga Babilônia e desenvolveu- se até ser uma adoração estabelecida. Numerosos monumentos da Babilônia mostram a deusa-mãe Semíramis com seu filho Tamuz nos braços (1) Quando o povo da Babilônia foi espalhado para as várias partes da terra, levaram consigo a adoração da mão divina e de seu filho. Isto explica porque muitas nações adoravam uma mãe e um filho – de uma forma ou de outra – séculos antes do verdadeiro Salvador, Jesus Cristo, ter nascido neste mundo. Nos vários países onde este culto se espalhou, a mãe e o filho foram chamados por diferentes nomes, pois, relembramos, a linguagem foi confundida em Babel.

       Os chineses tinham uma deusa-mãe chamada Shingmoo ou “Santa Mãe”. Ela é representada com um filho nos braços e raios de glória ao redor da cabeça (2)

        Os antigos germanos adoravam a virgem Hertha com o filho nos braços. Os escandinavos a chamavam de Disa, que também era representada com um filho. Os etruscos chamavam-na de Nutria, e entre os druidas a Virgo-Patitura era adorada como a “Mãe de Deus”. Na Índia, era conhecida como Indrani, que também era representada com o filho nos braços.

        A deusa-mãe era conhecida como Afrodite ou Ceres pelos gregos; Nana, pelos sumérios, e como Vênus ou Fortuna, pelos seus devotos nos velhos dias de Roma, e seu filho como Júpiter (3) Por várias eras, Ísis, a “Grande Deusa” e seu filho Iswara, têm sido adorados na Índia, onde templos foram erigidos para sua adoração. (4)

          Na Ásia, a mãe era conhecida como Cibele e o filho como Deoius. “Mas, a despeito de seu nome ou lugar”, diz um escritor, “ela foi a esposa de Baal, a virgem rainha dos céus, que ficou grávida, sem jamais ter concebido de varão”. (5)

         Quando os filhos de Israel caíram em apostasia, eles também foram enganados por esta adoração da deusa-mãe. Como lemos em Juízes 2.13: “Eles deixaram ao Senhor: e serviram a Baal e a Astarote”. Astarote ou Astarte era o nome pelo qual a deusa era conhecida pelos filhos de Israel. É penoso pensar que aqueles que haviam conhecido o verdadeiro Deus, o abandonassem e adorassem a mãe pagã. Ainda assim era exatamente o que faziam repetidamente (Juízes 10.6; 1 Samuel 7.3,4; 12.10; 1 Reis 11.5; 2 Reis 23.13). Um dos títulos pelos quais a deusa era conhecida entre eles era o de “rainha dos céus” (Jeremias 44.17-19). O profeta Jeremias repreendeu-os por adorarem, mas eles se rebelaram contra sua advertência.

        Em Éfeso, a grande mãe era conhecida como Diana. O templo dedicado a ela, naquela cidade, dera uma das sete maravilhas do mundo antigo. Não somente em Éfeso, mas em toda a Ásia e em todo o mundo a deusa era adorada (Atos 19.27).

        No Egito, a mãe era conhecida como Ísis e seu filho como Horus. É muito comum os monumentos religiosos do Egito mostrarem o infante Horus sentado no colo de sua mãe.

        Esta falsa adoração, tendo se espalhado da Babilônia para as diversas nações, com diferentes nomes e formas, finalmente estabeleceu- se em Roma e em todo o Império Romano. Diz um notável escritor com relação a este período: “A adoração da Grande Mãe... foi... muito popular sob o Império Romano. Inscrições provam que os dois (mãe e o filho) recebiam honras divinas... não somente na Itália e especial em Roma, mas também nas proximidades, especialmente na África, Espanha, Portugal, França, Alemanha e Bulgária”. (6)



        Foi durante esse período quando o culto da mãe divina foi muito destacado, que o Salvador, Jesus Cristo, fundou a verdadeira Igreja do Novo Testamento. Que gloriosa Igreja ela foi naqueles dias primitivos. Pelo terceiro e quarto século, contudo, o que era conhecido como a “igreja” havia, em muitas maneiras abandonado a fé original, caindo em apostasia a respeito do que os apóstolos haviam avisado. Quando essa “queda” veio, muito paganismo foi misturado com o cristianismo. Pagãos não convertidos eram tomados como professos na igreja e em numerosas ocasiões tinham a permissão de continuar muitos dos seus rituais e costumes pagãos usualmente com umas poucas reservas ou mudanças, para fazer suas crenças parecerem mais semelhantes à doutrina cristã.

        Um dos melhores exemplos de tal transferência do paganismo pode ser visto na maneira como a igreja professa permitiu que o culto da grande mãe continuasse – somente um pouquinho diferente na forma e com um novo nome. Veja você, muitos pagãos tinham sido trazidos para o cristianismo, mas tão forte era sua adoração pela deusa-mãe, que não a queriam esquecer. Líderes da igreja comprometidos viram que, se pudessem encontrar alguma semelhança no cristianismo com a adoração da deusa-mãe, poderiam aumentar consideravelmente o seu número. Mas, quem podia substituiria a grande mãe do paganismo? E claro que Maria, a mãe de Jesus, pois era a pessoa mais lógica para eles escolherem. Ora, não podiam eles permitir que as pessoas continuassem suas orações e devoções uma deusa-mãe, apenas chamando-a pelo nome de Maria, em lugar dos nomes anteriores pelos quais era conhecida? Aparentemente foi este o raciocínio empregado, pois foi exatamente o que aconteceu. Pouco a pouco, a adoração que tinha sido associada à mãe pagã foi transferida para Maria.

        Mas a adoração a Maria não fazia parte da fé cristã original. É evidente que Maria, a mãe de Jesus, foi uma mulher excelente, dedicada e piedosa – especialmente escolhida para levar em seu ventre o corpo de nosso Salvador – mesmo assim nenhum dos apóstolos nem mesmo o próprio Jesus jamais insinuaram a idéia da adoração a Maria. Como afirma a Enciclopédia Britânica, durante os primeiros séculos da igreja, nenhuma ênfase, fosse qual fosse, era colocada sobre Maria (7) Este ponto é admitido pelaThe Catholic Encyclopedia também: “A devoção a Nossa Bendita Senhora, em última análise, deve ser olhada como uma aplicação prática da doutrina da Comunhão dos Santos. Vendo que esta doutrina não está contida, pelo menos explicitamente, nas formas primitivas do Credo dos Apóstolos, não há talvez qualquer campo para surpresa de não descobrirmos quaisquer traços do culto da Bendita Virgem nos primeiros séculos cristãos”, sendo o culto de Maria um desenvolvimento posterior. (8)

        Não foi até o tempo de Constantino – a primeira parte do quarto século – que qualquer um começou a olhar para Maria como uma deusa. Mesmo neste período, tal adoração foi combatida pela igreja, como é evidente pelas palavras de Epifânio (403 d.C.) que denunciou alguns da Trácia, Arábia, e qualquer outro lugar, por adorarem a Maria como uma deusa e oferecerem bolos em seu santuário. Ele deve ser honrada, disse ele, “mas que ninguém adore Maria”. (9) Ainda assim, dentro de apenas uns poucos anos mais, o culto a Maria foi não apenas ratificado pela que conhecemos hoje como Igreja Católica, mas tornou-se uma doutrina oficial no Concílio de Éfeso em 431.

        Em Éfeso? Foi nessa cidade que Diana tinha sido adorada como a deusa da virgindade e da fertilidade desde os tempos primitivos. (10) Dizia-se que ela representava os primitivos poderes da natureza e foi assim esculpida com muitos seios. Uma coroa em forma de torre, símbolo da torre de Babel, adornava sua cabeça.

        Quando as crenças são por séculos conservadas por um povo, elas não são facilmente esquecidas. Assim sendo, os líderes da igreja em Éfeso – quando veio a apostasia – também raciocinaram que se fosse permitido às pessoas conservarem suas idéias a respeito de uma deusa-mãe, se isto fosse misturado com o cristianismo e o nome de Maria fosse colocado no lugar, eles poderiam ganhar mais convertidos. Mas este não era o método de Deus. Quando Paulo veio para Éfeso nos dias primitivos, nenhum compromisso foi feito com o paganismo. As pessoas eram realmente convertidas e destruíram seus ídolos da deusa (Atos 19.24-27). Quão trágico que a igreja em Éfeso, em séculos posteriores, se comprometesse e adotasse uma forma de adoração da deusa-mãe, tendo o Concílio de Éfeso finalmente transformado isto em uma doutrina oficial.

         Uma posterior indicação que o culto a Maria passou a existir partindo do antigo culto à deusa-mãe, pode ser visto nos títulos que são atribuídos a ela. Maria é freqüentemente chamada “A Madona”. De acordo com Hislop, esta expressão é a tradução de um dos títulos pelos quais a deusa babilônica era conhecida. Em forma deificada, Nimrode veio a ser conhecido como Baal. O título de sua esposa, a divindade feminina, seria o equivalente a Baalti. Em Português, esta palavra significa “minha Senhora”; em Latim “Mea Domina”, e em Italiano, foi corrompida para a bem conhecida “Madonna”. (11) Entre os fenícios, a deusa-mãe era conhecida como “A Senhora do Mar” (12), e até mesmo este título é aplicado a Maria – embora não exista qualquer conexão entre Maria e o mar.

        As Escrituras tornam claro que existe apenas um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem (1 Tm 2.5). Ainda assim o catolicismo romano ensina que Maria também é uma “mediadora”. As orações para ela formam uma parte muito importante do culto católico. Não existe base escriturística para esta idéia, embora este conceito não fosse estranho às idéias ligadas à deusa-mãe. Ela trazia como um dos seus títulos “Milita”, que é a “Mediatrix”, “Medianeira”, ou “Mediadora”.

        Maria é freqüentemente chamada “rainha dos céus”. Mas Maria, a mãe de Jesus, não é a rainha dos céus. “A rainha dos céus” foi um título da deusa-mãe que foi adorada séculos antes de Maria ter ao menos nascido. Bem antes, nos dias de Jeremias, o povo estava adorando a “rainha dos céus” e praticando rituais que eram sagrados para ela. Como lemos em Jeremias 7.18-20: “Os filhos apanham a lenha, os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para se fazerem bolos à rainha dos céus”.

        Um dos títulos pelos quais Ísis era conhecida era a “mãe de Deus”. Mais tarde este mesmo título foi aplicado a Maria pelos teólogos de Alexandria. Maria era, é claro, a mãe de Jesus, mas somente no sentido de sua natureza humana, sua humanidade. O significado original de “mãe de Deus” ia além disto; acrescentava uma posição glorificada à MÃE e a igreja católica da mesma maneira foi muito ensinada a pensar assim a respeito de Maria.

        A imagem da deusa-mãe com o filho nos braços estava tão firmemente gravada na mente pagã quando vieram os dias da apostasia que, de acordo com um escritor, à antiga imagem de Ísis e do filho Horus foi finalmente aceita, não somente na opinião popular, mas, por sanção episcopal formal, foi aceita como a imagem da Virgem e do seu filho. (13) Representações de Ísis e do seu filho foram freqüentemente colocadas em uma moldura de flores. Esta prática também foi aplicada a Maria, como aqueles que têm estudado arte medieval bem sabem.

        Astarte, a deusa fenícia da fertilidade, era associada com a lua crescente. A deusa egípcia da fertilidade, Ísis, era representada como estando de pé sobre a lua crescente com estrelas rodeando sua cabeça. (14) Nas igrejas católicas romanas por toda a Europa podem ser vistas pinturas de Maria exatamente da mesma maneira.

        De numerosas maneiras, líderes da apostasia tentaram fazer Maria parecer semelhante às deusas do paganismo e exaltá-la a um plano divino. Uma vez que os pagãos tinham estátuas da deusa, assim também estátuas eram feitas de “Maria”. Diz-se que em alguns casos, as mesmas estátuas que tinham sido adoradas como Ísis (com seu filho) simplesmente ganharam outro nome, como de Maria e Cristo menino. Quando o cristianismo triunfou, diz um escritor, “estas pinturas e figuras tornaram-se as figuras da madona e do filho sem qualquer quebra da continuidade: nenhum arqueólogo, de fato, pode agora dizer se alguns desses objetos representam uma ou outra”. (15)

        Muitas dessas figuras renomeadas foram coroadas e adornadas com jóias – exatamente da mesma maneira das imagens das virgens hindus e egípcias. Mas Maria, a mãe de Jesus, não era rica (Lucas 2.24; Lv 12.8). De onde, então, vieram essas jóias e coroas que são vistas nestas estátuas que supostamente são dela?

        Através de compromissos – alguns muito óbvios, outros mais ocultos – a adoração da antiga mãe continuou dentro da “igreja” da apostasia, misturada, com o nome de Maria sendo substituto dos antigos nomes.

    Notas


    01.       Encyclopedia of Religions,vol. 2, p.398

    02.       Gross, The Heathen Religion,  p.60

    03.       Hislop, The Two Babylons, p.20

    04.       Ibid.

    05.       Bach, Strange Sects and Curious Cults, p. 12

    06.       Frazer, The Golden Bough, vol. 1, p. 356.
    07.       Encyclopedia Britannica, vol. 14, p. 309
    08.       The Catholic Encyclopedia, vol. 15. p. 459, art. “Virgin Mary”. 
    09.       Ibid., p. 460
    10.       Fausset´s Bible Encyclopedia, p. 484
    11.       Hislop, The Two Babylons, p. 20
    12.       Harper´s Bible Dictionary, p. 47
    13.       Smith, Man and His Gods, p. 216.
    14.       Kenrich, Egypt, vol. 1, p.425. Blavatisky, Isis Unveiled, p. 49. 
    15.       Weigall, The Paganism in Our Christianity, p. 129. 
    Fonte: Ralph Woodrow, Babilônia: a Religião dos Mistérios, 



    Observação:

    Na igreja da apostasia, Maria continua sendo a “Rainha do Céu e da Terra”, dentre outros muitos títulos:

    “Pela ligação maternal a Jesus, Maria está intimamente associada à sua obra redentora, merecendo o título de Co-redentora, que inclui outros que a piedade cristã lhe atribui: Advogada, Auxiliadora, Me­dianeira… Mãe de Jesus, Maria é também Mãe do seu Corpo Místico, pelo que lhe cabe o título de Mãe da Igreja, usado por Paulo VI (21.11.1964) , título que não chegou a ser objecto de definição dogmática pelo Conc. Vat. II, que o julgou pressuposto na sua Ma­ter­nidade Espiritual, função que perdura na sua vida celeste como Me­dia­ção Universal a favor de todos os homens. A coroar todas as outras prer­roga­tivas, temos finalmente a sua glo­ri­fica­ção como Rainha do Céu e da Terra. (Cf. Cat. 484-507; 721-726; 963- -975)” (Enciclopédia Católica Popular – http://www.ecclesia.pt/catolicopedia )




    terça-feira, 22 de novembro de 2016

    Ezequiel viu uma nave espacial?

    Pergunta: “J.F.Blumrich, um renomado engenheiro da NASA, escreveu um livro chamado The Spaceships of Ezekiel” [As Espaçonaves de Ezequiel]. Ele descreve uma nave com som de foguetes e fogo. É o que está escrito no primeiro capítulo de Ezequiel. A nave espacial aterrissa e decola, transportando Ezequiel de um lugar a outro. Podemos tirar nossas próprias conclusões. Ou vocês não concordam com essa explicação?”.

     

    Resposta: Lemos no primeiro versículo de Ezequiel: “...se abriram os céus, e eu tive visões de Deus”. Essa declaração exclui a possibilidade de interpretar o que Ezequiel viu como sendo “naves espaciais”. Ele viu coisas indescritíveis, mas tentava descrevê-las com conceitos terrenos.

    Jesus é nosso Senhor; Ele é Deus, e Deus é onipresente. Qualquer meio de transporte [dEle], concebido pela mente humana, é refutado pelas Escrituras Sagradas: “Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Co 2.9). Isso significa que todas as interpretações e concepções terrenas não se sustentam diante da realidade espiritual. Sabemos que a eternidade será indescritivelmente maravilhosa para aqueles que depositaram sua confiança na obra consumada de nosso Senhor Jesus Cristo

     

    Créditos – http://chamada.com.br

    segunda-feira, 3 de outubro de 2016

    O Único Antídoto: O Poder do Espírito

    Estes são tempos difíceis para todos os cristãos nascidos de novo. A apostasia parece estar crescendo exponencialmente. Os cristãos bíblicos estão tendo grandes dificuldades para encontrar igrejas que preguem e ensinem as Escrituras. Conteúdos extra-bíblicos têm atraído a imaginação de um número cada vez maior de cristãos à medida que eles se voltam para best-sellers religiosos e filmes “bíblicos” em vez de buscarem a Palavra de Deus escrita. Mesmo com o surgimento de ministérios de discernimento e de sites de “vigilância”, a confusão doutrinária vem aumentando e aparentemente não tem interrupção.

    A Bíblia nos adverte de que tais condições iriam ocorrer e nos diz que não devemos nos surpreender quando elas de fato acontecerem. A Bíblia também nos dá algumas das razões pelas quais isto está acontecendo. As Escrituras declaram profeticamente: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2Timóteo 4.3-4). E também diz: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios...” (1Timóteo 4.1-3).

    Se estamos nos últimos tempos ou nos últimos dias dos últimos tempos, deveria ser óbvio a todo cristão bíblico que a “sã doutrina” está sendo raramente “tolerada”. Na verdade, é irônico que no momento que o mundo ocidental está vivendo, em que o acesso à Bíblia nunca foi tão grande, o analfabetismo bíblico entre os cristãos seja tão abundante. Raros são os crentes que sabem os nomes dos doze apóstolos; mais crítico, entretanto, é o número de cristãos que têm dificuldade para explicar o Evangelho simples. O “desviar-se” da verdade, sobre o qual Hebreus 2.1 nos admoesta, tornou-se uma descida íngreme para a Igreja.

    É irônico que no momento que o mundo ocidental está vivendo, em que o acesso à Bíblia nunca foi tão grande, o analfabetismo bíblico entre os cristãos seja tão abundante.

    A Bíblia não subestima as lutas que acompanham a vida de um crente em Cristo – algumas dessas podem ser reveladas como os maus frutos da nossa velha natureza, mas outras são as consequências da oposição do mundo e de Satanás à Palavra de Deus. Jesus declarou: “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Tudo isto, porém, vos farão por causa do meu nome, porquanto não conhecem aquele que me enviou...” (João 15.20-22). Depois da ascensão de Cristo e do martírio de Estêvão, a Igreja foi dispersa por uma grande oposição ao Evangelho. O apóstolo Paulo, anteriormente um perseguidor dos cristãos, foi subsequentemente sujeito à perseguição depois de sua conversão e por todo o restante de sua vida. Todavia, ele afirmou: “Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Romanos 8.36-37).

    Pode parecer que provações contínuas na vida de um crente não poderiam levar a um bom final, mas Pedro nos mostra algo que vai além disso: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus” (1Pedro 4.12-14).

    Poucos crentes no Ocidente já experimentaram o tipo de provação física que Paulo e Pedro descreveram, porém, há provações de um tipo diferente que são espiritualmente destrutivas, embora não sejam necessariamente físicas. Estas são as provações da fé de cada um de nós no âmbito da sedução religiosa, por exemplo, não ser enganado por falsos mestres populares e por doutrinas não-bíblicas, ser separado da comunhão por não compactuar com um novo ensinamento ou com uma nova prática que não tem apoio nas Escrituras, ou ser “um espinho na carne” de um grupo de estudos bíblicos por não abrir mão da verdade da Palavra de Deus. Estas são coisas que frequentemente geram conflitos simplesmente porque tentamos ser firmes na fé.

    Então, como essa firmeza pode ser mantida sem causar conflitos e divisões? Não pode, exceto em raras circunstâncias onde houver uma disposição para o arrependimento e para a submissão à verdade da Palavra de Deus. Em nenhum momento as Escrituras prometem que não haverá oposição à Palavra de Deus. Pelo contrário, a Bíblia nos disponibiliza uma condição de “grande alegria” que acontece em nosso coração e capacita o crente a ser vencedor ou a lidar com a situação de maneira que seja agradável ao Senhor. Como isto pode ser realizado? A Primeira Carta de Pedro 4.14 nos diz: “...porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus...”.
    A obra do Espírito Santo é absolutamente necessária na vida de um crente. Foi por isso que Jesus disse: “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. (...) Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (João 16.7,13-14). Todo verdadeiro crente em Jesus é nascido do Espírito Santo (João 3.5), selado com o Espírito Santo (Efésios 4.30), e recebe capacitação, poder e direcionamento do Espírito Santo (Romanos 15.13; Romanos 8.14), a fim de glorificar a Deus e viver a vida de maneira que seja agradável ao Senhor. De acordo com as Escrituras, esta é a única maneira através da qual um crente pode ser espiritualmente frutífero.

    No final da década de 1960, Dave Hunt editou um livro de William Law intitulado The Power of the Spirit [O Poder do Espírito]. No século XVIII, Law escreveu An Affectionate Address to the Clergy [Um Discurso Afetuoso Para o Clero], cujo título completo era An Humble, Affectionate, and Earnest Address to the Clergy [Um Discurso Humilde, Afetuoso e Sincero ao Clero]. O livro foi impresso novamente em 1896 por Andrew Murray, um dos autores cristãos favoritos de Dave. Murray mudou o título do livro de Law para The Power of the Spirit, e disse sobre ele:

    Confesso que em tudo o que já li, nunca encontrei ninguém que tenha me ajudado tanto a entender a verdade escriturística da obra do Espírito Santo. (...) Peço aos meus irmãos e irmãs no ministério que não façam apenas uma leitura apressada do livro. Estou certo de que um estudo paciente e em espírito de oração lhes trará uma grande bênção.

    Dave concordou:

    Tenho convicção de que Andrew Murray não foi exagerado em seu elogio a respeito desse volume escrito por Law. E, embora, como Murray, eu não possa concordar com todos os ensinamentos de Law, também creio que tudo o que está incluído aqui seja sadiamente baseado nas Escrituras.

    Mais adiante, Dave observou a relevância dos escritos de Law para as atuais questões geradas a partir dos abusos espirituais dos pentecostais e dos carismáticos e da crítica dos cristãos conservadores e dos fundamentalistas:

    Mais adiante, Dave observou a relevância dos escritos de Law para as atuais questões geradas a partir dos abusos espirituais dos pentecostais e dos carismáticos e da crítica dos cristãos conservadores e dos fundamentalistas:


    Nada além da obediência ao Espírito, do caminhar no Espírito, e do confiar que Ele nos proverá contínua inspiração poderão guardar os homens de serem pecadores e idólatras em tudo o que fizerem.

    O que William Law tinha a dizer é, creio eu, uma contribuição muito importante para a presente discussão. Ele repreendia o orgulho, a falta de amor, e as inconsistências de ambos os lados, e aparentemente não tomava o lado de nenhum dos extremos. Mas ele, inquestionavelmente, mantinha uma base escriturística para a atual manifestação integral e a vitalidade do cristianismo do Novo Testamento. Aos adeptos das denominações mais tradicionais, ele enfatizava a necessidade da soberania e do poder do Espírito Santo para hoje; e para os pentecostais, ele frisava o fato de que o poder do Espírito Santo é dado principalmente para capacitar o crente a testemunhar e a viver uma vida santa. E o simples delineamento daquela vida que ele apresentava trazia convicção do pecado e uma sensação de estar aquém do desejado tanto para os fundamentalistas quanto para os pentecostais.

    O texto a seguir foi extraído do capítulo “A Habitação do Espírito de Deus Essencial para a Salvação”, da edição exclusiva de Dave Hunt do livro The Power of the Spirit para os leitores de hoje:

    O Espírito do Deus triúno, que foi soprado em Adão quando este foi criado, foi o que tornou Adão uma criatura santa à imagem e semelhança de Deus. Um novo nascimento por meio deste Espírito de Deus no homem é tão necessário para fazer o homem caído viver novamente para Deus como foi, no início, para fazer Adão à imagem e semelhança de Deus. E um fluir constante dessa vida divina através do Espírito é tão necessário para a continuidade do homem em seu estado redimido quanto a luz e a umidade são necessárias para a vida continuada de uma planta. Uma religião que não é edificada completamente sobre essa base sobrenatural, mas que se baseia em parte sobre os poderes, os raciocínios e as conclusões humanas, não tem nada mais do que uma sombra da verdade em si. Tal religião deixa o homem com meras formas e imagens vazias, que não podem restaurar a vida divina à sua alma, assim como um ídolo de barro e madeira não poderiam criar um outro Adão.

    O verdadeiro cristianismo não é nada a não ser a contínua dependência de Deus através de Cristo por toda a vida, luz e virtude; e a religião falsa de Satanás é buscar essa bondade em qualquer outra fonte. Portanto, o verdadeiro filho de Deus reconhece que “O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada” (João 3.27). Toda bondade vem de Deus tão certamente quanto toda vida vem de Deus.

    A queda do homem de seu primeiro estado trouxe separação de Deus e, assim, trouxe separação da vida, da luz e da virtude que estão nEle. A salvação do homem, portanto, só pode ser realizada através da reconciliação do seu espírito com o Espírito do Criador. “Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2Coríntios 5.20), escreveu Paulo. Tampouco pode essa reconciliação ser realizada através dos esforços do próprio homem, mas ela deve, por sua própria natureza, ser um dom de Deus. Nenhum anjo ou homem poderia mostrar qualquer amor, fé ou desejo de estar com Deus sem que a semente viva desses afetos divinos tenham sido primeiro formados dentro dele através do Espírito de Deus. E como uma árvore ou uma planta pode crescer e dar frutos somente por meio de algum poder que primeiramente fez nascer a semente da qual a planta surgiu, assim também a fé, a esperança e o amor a Deus só podem crescer e frutificar por meio do mesmo poder que criou a primeira semente deles na alma. Portanto, a contínua inspiração e a obra do Espírito Santo no espírito do homem não são menos essenciais para a salvação, que Deus nos proporcionou através de Jesus Cristo, do que o próprio novo nascimento.

    A vida divina no homem não pode nunca estar nele, mas é o crescimento da vida que procede de Deus. Portanto, é o resistir ao Espírito, apagar o Espírito, entristecer o Espírito, que fazem crescer todo mal que reina em uma criação caída e fazem dos homens e das igrejas uma presa fácil e inevitável do mundo, da carne, e do diabo. Nada além da obediência ao Espírito, do caminhar no Espírito, e do confiar que Ele nos proverá contínua inspiração poderão guardar os homens de serem pecadores e idólatras em tudo o que fizerem. Pois, tudo na vida ou na religião do homem que não estiver firmado no Espírito de Deus como sua fonte, direção e fim, sim, tudo será terreno, sensual e demoníaco.

    A falta de (...) completa submissão à vontade de Deus e o fracasso em perceber que nossa salvação só pode ser gerada a partir do poder do Espírito Santo que habita em nós e que forma a vida de Cristo em nosso coração redimido, são as características que colocaram a Igreja cristã na mesma apostasia que caracterizou a nação judaica. E aconteceu na Igreja pelo mesmo motivo que aconteceu em Israel. Os judeus rejeitaram Aquele que era a substância e o preenchimento de tudo o que havia sido ensinado na Lei e nos Profetas. A Igreja cristã está em um estado de decadência porque também rejeitou o Espírito Santo, que lhe foi dado para ser o poder e o preenchimento de tudo o que fora prometido no Evangelho. E, assim como a rejeição dos fariseus a Cristo foi sob uma profissão de fé nas Escrituras Messiânicas, assim também os líderes da Igreja hoje rejeitam a demonstração e o poder do Espírito Santo em nome da sã doutrina.

    A vinda do Espírito Santo foi tanto para cumprir com o Evangelho quanto a vinda de Cristo foi o cumprimento da Lei e dos Profetas. Assim como todos os tipos e figuras da Lei não eram nada mais que sombras sem a vinda de Cristo, assim também o Novo Testamento é letra morta sem o Espírito Santo nos homens redimidos com o poder vivo de uma completa salvação. Isto fica claro a partir das seguintes palavras: “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei” (João 16.7). Sem a cruz e a ressurreição, Cristo não teria “ido”. Estes eventos antecedentes possibilitaram a ascensão de Jesus, pois foi “pelo seu próprio sangue, [que Ele] entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção. (...) Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hebreus 9.12,24). Assim, a vinda do Espírito Santo, sendo o fruto da morte, ressurreição e ascensão de Cristo, é essencial para o cumprimento da salvação que Cristo obteve.

    Onde o Espírito Santo não é honrado como aquele através do qual a vida completa e o poder da salvação pelo Evangelho devem ser eficazes, não surpreende que os cristãos não tenham mais a realidade do Evangelho assim como os judeus não tinham mais a pureza da Lei. Por isso, os mesmos desejos pecaminosos e vícios que prosperaram entre os judeus apóstatas se expandiram com tanta força na cristandade caída. Pois o Novo Testamento, sem a vinda do Espírito Santo em poder sobre o ego, o pecado e o diabo, está para o céu assim como seria o Antigo Testamento sem a vinda do Messias. Será que é necessário falar mais para demonstrar a verdade de que a única coisa absolutamente essencial para a salvação do homem é o Espírito de Deus habitando e operando no espírito do homem? E o fato de estarmos ainda apegados a uma religião que não reconhece isto é uma prova concreta de que ainda não estamos naquele estado redimido em nossa comunhão com Deus, estado esse que é o objetivo do Evangelho

    Fonte - http://www.chamada.com.br/


    domingo, 18 de setembro de 2016

    Ego: O Problema Número um da Humanidade

    As atuais visões sobre o “ego” são, no mínimo, confusas. O mundo tem uma série delas. Todas ensinam a importância de uma pessoa ter uma visão positiva sobre si mesma. A Bíblia, por outro lado, não tem nada de bom para falar sobre o ego. Não obstante, a igreja, particularmente nos últimos cem anos, tem refletido cada vez mais o que o mundo prega, em vez de pregar o que as Escrituras ensinam. Como nos lembrou Dave Hunt:

    Embora não possamos definir o ego mais do que podemos definir alma, ser ou beleza, podemos ver claramente quando o ego primeiro se manifestou, como isso aconteceu e quais foram os resultados eternos. Também podemos ver que o ego não apenas define uma pessoa como distinta de todas as outras, mas que também define o homem como distinto de Deus. O que a Bíblia parece sugerir como ego é o homem separado de Deus, agindo e possuindo [coisas] com independência. Foi por isso que Cristo fez da negação do ego uma condição para que alguém seja Seu discípulo, e por isso há uma falha fatal na teologia da auto-estima.

    A Palavra de Deus revela que o ego primeiramente ergueu sua feia cabeça no Céu. Lúcifer era um anjo ungido que se tornou adversário (Satanás) de Deus, exaltando a si mesmo: “Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte;?subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14.13-14). Assim, a vontade própria (ego) de Lúcifer, isto é, suas afirmações: “subirei, exaltarei, assentarei, serei”, suplantaram a submissão a Deus e à Sua vontade e as consequências não foram boas: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti” (Ez 28.15). “Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo” (Is 14.15).

    Satanás trouxe seu conceito de “ego” rebelde para a terra e, com ele, seduziu Eva. Sua estratégia começou com a semeadura de ideias confusas sobre o que Deus havia dito (a principal atividade de Satanás), e depois alimentando Eva com mentiras auto-orientadas: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gn 3.5). Isso deu início à mentira da auto-deificação e do conceito de divindade para a humanidade, mentira na qual o engano da serpente encontrou solo fértil. “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu” (Gn 3.6). O ato de desobediência de Adão e Eva contra a única ordem proibitiva dada a eles por Deus estabeleceu o pecado e o ego em seu caminho destrutivo. Consequentemente, toda a humanidade ficou separada de Deus e em busca de satisfazer seu ego.

    O foco do mundo é valorizar muito o ego. Por quê? Porque há somente duas opções com relação a qualquer esperança em potencial para a humanidade: o ego e Deus (a saber, o Deus da Bíblia). O ego é a escolha do mundo: a vontade e a maneira do homem em oposição à vontade e à maneira de Deus. O ego é a única opção que resta para todos os que rejeitam o Deus da Bíblia. Embora pareça que existem outras opções, inclusive as religiosas, todas são variações da obstinada “salvação pelas obras” e da justiça própria, com algumas sendo mais óbvias que as outras.

    O islamismo, por exemplo, ensina justiça pelas obras. No Dia do Julgamento, Alá pesará as boas obras da pessoa em comparação com as ofensas que a pessoa cometeu, e o peso das primeiras contra o peso das últimas determinará se a pessoa será salva ou não, isto é, se a pessoa poderá ou não entrar no paraíso.

    O catolicismo emprega uma abordagem semelhante. A entrada no céu é dependente das boas obras da pessoa e da aderência aos sacramentos, bem como da expiação dos pecados através de sofrimentos temporais aqui ou no purgatório. Fazer boas obras a fim de alcançar a salvação é prática denunciada nas Escrituras: a salvação não vem das obras, para que ninguém se glorie: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9).
    Todas as religiões, desde as mais legalistas às mais liberais e até as místicas, têm o ego como o núcleo para se alcançar uma consequência positiva com respeito à vida após a morte. Somente o cristianismo bíblico ensina que negar o eu e se voltar somente para Jesus para obter a salvação é que são aceitáveis a Deus. A Bíblia indica que a mentira de Satanás de que a humanidade pode alcançar a divindade finalmente se manifestará nos últimos dias através do Anticristo, “o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (2Ts 2.4). A mentira de Satanás não é apenas prevalecente nas seitas, tais como o mormonismo, pois a Igreja Católica Romana ensina a união mística com Deus em seu catecismo oficial:

    Pois o Filho de Deus tornou-se homem para que nós pudéssemos nos tornar Deus. (...) O Unigênito Filho de Deus, querendo nos tornar participantes da Sua divindade, assumiu nossa natureza, para que, feito homem, pudesse fazer que os homens fossem deuses (Catechism of the Catholic Church [Catecismo da Igreja Católica], Parágrafo 460).

    A auto-deificação obtida através de rituais sagrados é encontrada em todas as religiões do Oriente. O budismo tibetano do Dalai Lama ensina rituais de iniciação para capacitar a pessoa a se tornar um “bodhisattva”, ou seja, uma deidade iluminada. O xintoísmo, que é a principal religião do Japão, envolve inúmeras cerimônias de auto-purificação que abrem caminho para os seguidores se tornarem “kami”, ou seja, deuses ancestrais. A deificação do ego, como é observada em Gênesis 3.5, é evidente nas formas do hinduísmo que ensinam métodos de auto-realização, a saber, técnicas para se alcançar a divindade. Ensinam que o ego individual é um deus cujo objetivo é se fundir com o Tudo, Brahman, a deidade suprema do hinduísmo. É disso que a yoga trata.

    A auto-realização tem sua contrapartida na psicologia humanística, onde é denominada “auto-atualização”. A conexão entre o misticismo oriental e a psicologia foi reconhecida há muito pelos psicólogos ligados às pesquisas, que documentaram o fato de que o hinduísmo foi trazido para o Ocidente e se tornou popular através do veículo da psicologia. Embora não seja imediatamente reconhecida como auto-deificação, ela é o objetivo da auto-atualização, que é definida simplesmente como a busca pela realização extrema do potencial de uma pessoa. Esta é a base para o Movimento do Potencial Humano, que é difundido em muitas das mais destacadas corporações do Ocidente em seus programas de treinamento.

    O ego é a pedra angular de todo o aconselhamento psicológico. Todos os seus mais de 500 conceitos são contrários à Palavra de Deus, sendo que a psicoterapia rejeita essencialmente o próprio Deus. Tendo sido removido pela psicologia, só resta o ego, e, assim, o ego se torna a única esperança de solução para os problemas da humanidade. Um ensinamento fundamental do aconselhamento psicológico é que o homem é intrinsecamente bom. Quaisquer dificuldades mentais, emocionais ou comportamentais que ele experimente devem, portanto, ter origem em coisas externas a ele, por exemplo, o meio em que ele vive, seus pais, suas crenças, seus traumas emocionais e físicos, etc. Se, contudo, questões adversas na vida de uma pessoa forem principalmente consequência de um coração pecaminoso, então a abordagem psicoterapêutica é um engano. Por quê? Porque, de acordo com a Bíblia, a humanidade tem uma natureza pecaminosa: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9), e: “Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mt 15.18-19). Os conceitos e as práticas da psicologia não conseguem jamais mudar a natureza pecaminosa de um indivíduo. Além disso, o ensinamento bíblico sobre o pecado é oposto, bem como ofensivo, ao aconselhamento psicológico.

    Sabemos que o ego é o veículo chefe do pecado. E o que a Bíblia diz sobre a maneira pela qual uma pessoa deve tratar com o ego? A fim de entendermos isso, é necessário compreendermos a perspectiva bíblica relativa ao ego. “Ego” é sinônimo de pecado. Todos os seres humanos (exceto Cristo, o único Deus-Homem sem pecado) nascem com uma natureza pecaminosa. Nenhuma parte da Escritura deixa isso tão claro quanto o Salmo 51.1-5: “Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mau perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe”.

    O ego também envolve a vontade – que é autônoma – e aí está o problema. A vontade do homem, por causa de sua natureza pecaminosa, é natural e continuamente disposta em direção ao próprio homem. Este é o campo fértil da rebeldia: “Não se faça a Tua vontade, mas a minha”. O ego não é dado à submissão a ninguém, exceto a si mesmo. Filipenses 2.21 confirma que “todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus”. Entretanto, Deus tem a solução para o dilema da auto-orientação da vontade própria da humanidade. Deve começar com um novo nascimento – um nascimento espiritual, vindo do alto.

    Quando a pessoa recebe o Evangelho simples somente pela fé, está se submetendo, de coração, a Deus e se comprometendo a obedecer aos Seus ensinamentos encontrados nas Escrituras. Embora seja, então, nascido de novo espiritualmente e tenha se tornado uma nova criatura em Cristo, o homem ainda retém sua velha natureza pecaminosa, mas foi liberto do controle que essa natureza exercia sobre ele. Não obstante, uma batalha espiritual segue entre fazer sua própria vontade ou fazer a vontade de Deus. Deus deu a todo crente o Espírito Santo para ajudá-lo a vencer cada batalha em favor da vontade de Deus. Sobretudo, Ele também deu aos cristãos nascidos de novo instruções para a batalha espiritual de Sua vontade versus a vontade e o ego do homem.

    A submissão a Deus é essencial: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23). Esse compromisso se refere não apenas a determinadas questões, mas a toda a vida do indivíduo. “Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará” (Lc 9.24). Jesus apresenta uma ilustração sobre aquilo que a salvação deve implicar na vida de um crente: “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna” (Jo 12.24-25).

    O apóstolo Paulo escreveu: “Dia após dia, morro!” (1Co 15.31). E: “Se já morremos com ele, também viveremos com ele” (2Tm 2.11). Em Colossenses 3.3, ele declara: “Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus”. O que ele quis dizer? Em Gálatas 2.19-20, ele explica: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”. Depois de listar algumas de suas contínuas tribulações, Paulo escreve: “Levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal” (2Co 4.10-11). A “morte” é a morte da vida autônoma da vontade própria; e a “vida” é uma vida entregue totalmente à vontade de Deus.

    A Palavra de Deus exorta os crentes a que sejam voltados para os outros. Considere as seguintes passagens: “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2Co 5.14-15). “Nada façais por partidarismo ou vanglória [ambição egoísta], mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” (Fp 2.3-4). Isto é altruísmo bíblico.

    A Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, em seus capítulos 10 e 13 (o capítulo que fala sobre o “amor”), nos fornece uma exortação adicional. Nossa mente fica perplexa quando consideramos como as doutrinas pérfidas e não-bíblicas de amor ao ego e da auto-estima têm sido tão amplamente pregadas e promovidas em meio à cristandade. Se não fosse pelas Escrituras profetizando que isto aconteceria nos últimos dias (2Tm 3.1-2), a invasão da psicologia do ego na igreja, através da chamada psicologia cristã, pareceria incrível. Mas estamos vivendo nesses dias!

    Jesus, que é completamente Deus e completamente Homem, nos mostra em Sua própria vida o perfeito altruísmo: “Tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20.28). “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.12-13). Além disso, Ele demonstra para nós Sua submissão à vontade de Deus, o Pai. Como Homem, Ele é o perfeito ego sem pecado. Ele, mesmo sendo parte da Trindade, sujeitou Sua vontade ao Seu Pai. “E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Mc 14.35-36; veja também Lc 22.44).

    O que Jesus demonstrou, no que se refere ao altruísmo, seria impossível para qualquer crente, exceto pelo fato de que todo verdadeiro seguidor de Cristo foi selado com o Espírito Santo, que o capacita a viver as instruções de Cristo: “Para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior” (Ef 3.16). “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10). Que a oração encontrada em Hebreus seja nosso contínuo clamor ao Senhor e nosso encorajamento na batalha contra nosso ego: “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!” (Hb 13.20-21).

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