• domingo, 18 de setembro de 2016

    Ego: O Problema Número um da Humanidade

    As atuais visões sobre o “ego” são, no mínimo, confusas. O mundo tem uma série delas. Todas ensinam a importância de uma pessoa ter uma visão positiva sobre si mesma. A Bíblia, por outro lado, não tem nada de bom para falar sobre o ego. Não obstante, a igreja, particularmente nos últimos cem anos, tem refletido cada vez mais o que o mundo prega, em vez de pregar o que as Escrituras ensinam. Como nos lembrou Dave Hunt:

    Embora não possamos definir o ego mais do que podemos definir alma, ser ou beleza, podemos ver claramente quando o ego primeiro se manifestou, como isso aconteceu e quais foram os resultados eternos. Também podemos ver que o ego não apenas define uma pessoa como distinta de todas as outras, mas que também define o homem como distinto de Deus. O que a Bíblia parece sugerir como ego é o homem separado de Deus, agindo e possuindo [coisas] com independência. Foi por isso que Cristo fez da negação do ego uma condição para que alguém seja Seu discípulo, e por isso há uma falha fatal na teologia da auto-estima.

    A Palavra de Deus revela que o ego primeiramente ergueu sua feia cabeça no Céu. Lúcifer era um anjo ungido que se tornou adversário (Satanás) de Deus, exaltando a si mesmo: “Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte;?subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14.13-14). Assim, a vontade própria (ego) de Lúcifer, isto é, suas afirmações: “subirei, exaltarei, assentarei, serei”, suplantaram a submissão a Deus e à Sua vontade e as consequências não foram boas: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti” (Ez 28.15). “Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo” (Is 14.15).

    Satanás trouxe seu conceito de “ego” rebelde para a terra e, com ele, seduziu Eva. Sua estratégia começou com a semeadura de ideias confusas sobre o que Deus havia dito (a principal atividade de Satanás), e depois alimentando Eva com mentiras auto-orientadas: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gn 3.5). Isso deu início à mentira da auto-deificação e do conceito de divindade para a humanidade, mentira na qual o engano da serpente encontrou solo fértil. “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu” (Gn 3.6). O ato de desobediência de Adão e Eva contra a única ordem proibitiva dada a eles por Deus estabeleceu o pecado e o ego em seu caminho destrutivo. Consequentemente, toda a humanidade ficou separada de Deus e em busca de satisfazer seu ego.

    O foco do mundo é valorizar muito o ego. Por quê? Porque há somente duas opções com relação a qualquer esperança em potencial para a humanidade: o ego e Deus (a saber, o Deus da Bíblia). O ego é a escolha do mundo: a vontade e a maneira do homem em oposição à vontade e à maneira de Deus. O ego é a única opção que resta para todos os que rejeitam o Deus da Bíblia. Embora pareça que existem outras opções, inclusive as religiosas, todas são variações da obstinada “salvação pelas obras” e da justiça própria, com algumas sendo mais óbvias que as outras.

    O islamismo, por exemplo, ensina justiça pelas obras. No Dia do Julgamento, Alá pesará as boas obras da pessoa em comparação com as ofensas que a pessoa cometeu, e o peso das primeiras contra o peso das últimas determinará se a pessoa será salva ou não, isto é, se a pessoa poderá ou não entrar no paraíso.

    O catolicismo emprega uma abordagem semelhante. A entrada no céu é dependente das boas obras da pessoa e da aderência aos sacramentos, bem como da expiação dos pecados através de sofrimentos temporais aqui ou no purgatório. Fazer boas obras a fim de alcançar a salvação é prática denunciada nas Escrituras: a salvação não vem das obras, para que ninguém se glorie: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9).
    Todas as religiões, desde as mais legalistas às mais liberais e até as místicas, têm o ego como o núcleo para se alcançar uma consequência positiva com respeito à vida após a morte. Somente o cristianismo bíblico ensina que negar o eu e se voltar somente para Jesus para obter a salvação é que são aceitáveis a Deus. A Bíblia indica que a mentira de Satanás de que a humanidade pode alcançar a divindade finalmente se manifestará nos últimos dias através do Anticristo, “o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (2Ts 2.4). A mentira de Satanás não é apenas prevalecente nas seitas, tais como o mormonismo, pois a Igreja Católica Romana ensina a união mística com Deus em seu catecismo oficial:

    Pois o Filho de Deus tornou-se homem para que nós pudéssemos nos tornar Deus. (...) O Unigênito Filho de Deus, querendo nos tornar participantes da Sua divindade, assumiu nossa natureza, para que, feito homem, pudesse fazer que os homens fossem deuses (Catechism of the Catholic Church [Catecismo da Igreja Católica], Parágrafo 460).

    A auto-deificação obtida através de rituais sagrados é encontrada em todas as religiões do Oriente. O budismo tibetano do Dalai Lama ensina rituais de iniciação para capacitar a pessoa a se tornar um “bodhisattva”, ou seja, uma deidade iluminada. O xintoísmo, que é a principal religião do Japão, envolve inúmeras cerimônias de auto-purificação que abrem caminho para os seguidores se tornarem “kami”, ou seja, deuses ancestrais. A deificação do ego, como é observada em Gênesis 3.5, é evidente nas formas do hinduísmo que ensinam métodos de auto-realização, a saber, técnicas para se alcançar a divindade. Ensinam que o ego individual é um deus cujo objetivo é se fundir com o Tudo, Brahman, a deidade suprema do hinduísmo. É disso que a yoga trata.

    A auto-realização tem sua contrapartida na psicologia humanística, onde é denominada “auto-atualização”. A conexão entre o misticismo oriental e a psicologia foi reconhecida há muito pelos psicólogos ligados às pesquisas, que documentaram o fato de que o hinduísmo foi trazido para o Ocidente e se tornou popular através do veículo da psicologia. Embora não seja imediatamente reconhecida como auto-deificação, ela é o objetivo da auto-atualização, que é definida simplesmente como a busca pela realização extrema do potencial de uma pessoa. Esta é a base para o Movimento do Potencial Humano, que é difundido em muitas das mais destacadas corporações do Ocidente em seus programas de treinamento.

    O ego é a pedra angular de todo o aconselhamento psicológico. Todos os seus mais de 500 conceitos são contrários à Palavra de Deus, sendo que a psicoterapia rejeita essencialmente o próprio Deus. Tendo sido removido pela psicologia, só resta o ego, e, assim, o ego se torna a única esperança de solução para os problemas da humanidade. Um ensinamento fundamental do aconselhamento psicológico é que o homem é intrinsecamente bom. Quaisquer dificuldades mentais, emocionais ou comportamentais que ele experimente devem, portanto, ter origem em coisas externas a ele, por exemplo, o meio em que ele vive, seus pais, suas crenças, seus traumas emocionais e físicos, etc. Se, contudo, questões adversas na vida de uma pessoa forem principalmente consequência de um coração pecaminoso, então a abordagem psicoterapêutica é um engano. Por quê? Porque, de acordo com a Bíblia, a humanidade tem uma natureza pecaminosa: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9), e: “Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mt 15.18-19). Os conceitos e as práticas da psicologia não conseguem jamais mudar a natureza pecaminosa de um indivíduo. Além disso, o ensinamento bíblico sobre o pecado é oposto, bem como ofensivo, ao aconselhamento psicológico.

    Sabemos que o ego é o veículo chefe do pecado. E o que a Bíblia diz sobre a maneira pela qual uma pessoa deve tratar com o ego? A fim de entendermos isso, é necessário compreendermos a perspectiva bíblica relativa ao ego. “Ego” é sinônimo de pecado. Todos os seres humanos (exceto Cristo, o único Deus-Homem sem pecado) nascem com uma natureza pecaminosa. Nenhuma parte da Escritura deixa isso tão claro quanto o Salmo 51.1-5: “Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mau perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe”.

    O ego também envolve a vontade – que é autônoma – e aí está o problema. A vontade do homem, por causa de sua natureza pecaminosa, é natural e continuamente disposta em direção ao próprio homem. Este é o campo fértil da rebeldia: “Não se faça a Tua vontade, mas a minha”. O ego não é dado à submissão a ninguém, exceto a si mesmo. Filipenses 2.21 confirma que “todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus”. Entretanto, Deus tem a solução para o dilema da auto-orientação da vontade própria da humanidade. Deve começar com um novo nascimento – um nascimento espiritual, vindo do alto.

    Quando a pessoa recebe o Evangelho simples somente pela fé, está se submetendo, de coração, a Deus e se comprometendo a obedecer aos Seus ensinamentos encontrados nas Escrituras. Embora seja, então, nascido de novo espiritualmente e tenha se tornado uma nova criatura em Cristo, o homem ainda retém sua velha natureza pecaminosa, mas foi liberto do controle que essa natureza exercia sobre ele. Não obstante, uma batalha espiritual segue entre fazer sua própria vontade ou fazer a vontade de Deus. Deus deu a todo crente o Espírito Santo para ajudá-lo a vencer cada batalha em favor da vontade de Deus. Sobretudo, Ele também deu aos cristãos nascidos de novo instruções para a batalha espiritual de Sua vontade versus a vontade e o ego do homem.

    A submissão a Deus é essencial: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23). Esse compromisso se refere não apenas a determinadas questões, mas a toda a vida do indivíduo. “Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará” (Lc 9.24). Jesus apresenta uma ilustração sobre aquilo que a salvação deve implicar na vida de um crente: “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna” (Jo 12.24-25).

    O apóstolo Paulo escreveu: “Dia após dia, morro!” (1Co 15.31). E: “Se já morremos com ele, também viveremos com ele” (2Tm 2.11). Em Colossenses 3.3, ele declara: “Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus”. O que ele quis dizer? Em Gálatas 2.19-20, ele explica: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”. Depois de listar algumas de suas contínuas tribulações, Paulo escreve: “Levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal” (2Co 4.10-11). A “morte” é a morte da vida autônoma da vontade própria; e a “vida” é uma vida entregue totalmente à vontade de Deus.

    A Palavra de Deus exorta os crentes a que sejam voltados para os outros. Considere as seguintes passagens: “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2Co 5.14-15). “Nada façais por partidarismo ou vanglória [ambição egoísta], mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” (Fp 2.3-4). Isto é altruísmo bíblico.

    A Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, em seus capítulos 10 e 13 (o capítulo que fala sobre o “amor”), nos fornece uma exortação adicional. Nossa mente fica perplexa quando consideramos como as doutrinas pérfidas e não-bíblicas de amor ao ego e da auto-estima têm sido tão amplamente pregadas e promovidas em meio à cristandade. Se não fosse pelas Escrituras profetizando que isto aconteceria nos últimos dias (2Tm 3.1-2), a invasão da psicologia do ego na igreja, através da chamada psicologia cristã, pareceria incrível. Mas estamos vivendo nesses dias!

    Jesus, que é completamente Deus e completamente Homem, nos mostra em Sua própria vida o perfeito altruísmo: “Tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20.28). “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.12-13). Além disso, Ele demonstra para nós Sua submissão à vontade de Deus, o Pai. Como Homem, Ele é o perfeito ego sem pecado. Ele, mesmo sendo parte da Trindade, sujeitou Sua vontade ao Seu Pai. “E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Mc 14.35-36; veja também Lc 22.44).

    O que Jesus demonstrou, no que se refere ao altruísmo, seria impossível para qualquer crente, exceto pelo fato de que todo verdadeiro seguidor de Cristo foi selado com o Espírito Santo, que o capacita a viver as instruções de Cristo: “Para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior” (Ef 3.16). “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10). Que a oração encontrada em Hebreus seja nosso contínuo clamor ao Senhor e nosso encorajamento na batalha contra nosso ego: “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!” (Hb 13.20-21).

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    sexta-feira, 12 de agosto de 2016

    Os Puritanos - Erroll Hulse


    Em nossos dias, o termo Puritano é utilizado, em um sentido geral, para descrever aqueles que redescobriram as doutrinas bíblicas e as práticas dos Puritanos e procuram exemplificá-las na realidade do mundo contemporâneo. Embora não tenha seguido a prática Puritana de expor sistematicamente os livros da Bíblia, C. H. Spurgeon é reputado um Puritano nascido fora de tempo.

    Os valores dos puritanos se tornam realidade no pastorado. O Puritanismo é uma realidade que se expressa na pregação e no cuidado pastoral realizados semanalmente. Muitos podem testemunhar a maravilhosa ajuda proporcionada pela redescoberta dos valores exemplificados pelos Puritanos. O encorajamento obtido é incalculável.É quase impossível negar que os Puritanos (usando a palavra no sentido amplo e inclusivo) se mostraram mais fortes naquilo que os evangélicos de nossos dias são mais fracos. E os escritos dos Puritanos podem fornecer mais ajuda do que qualquer outro grupo de ensinadores cristãos, do passado e do presente, desde os dias dos apóstolos. Esta é uma afirmação categórica, mas existe base sólida para ela. Considere as características do cristianismo Puritano.Eles eram homens de extraordinária capacidade intelectual, cujos hábitos mentais, fomentados pela elevada erudição, estavam unidos a zelo intenso para com Deus e a minuciosa familiaridade com o coração humano. Todas as obras dos Puritanos revelam esta fusão singular de dons e graça. A apreciação deles para com a soberana majestade de Deus era profunda, assim como o era a sua reverência em lidar com a Palavra de Deus. Eles entendiam os caminhos de Deus para com os homens, a glória de Cristo como Mediador e a obra do Espírito Santo no crente e na Igreja, de maneira tão rica e tão completa como ninguém mais os compreendeu desde a época deles. O conhecimento dos Puritanos não era apenas uma ortodoxia teórica. Eles procuravam “transformar em prática” (expressão deles mesmos) tudo o que Deus lhes ensinava. Sujeitavam sua consciência às Escrituras, disciplinando-se para encontrar uma justificação teológica, distinta de uma justificação apenas pragmática, para tudo o que faziam. 

    Eles viam a família, a Igreja, o Estado, as artes e as ciências,o comércio e a indústria e o envolvimento das pessoas nestas diferentes circunstâncias como as diversas áreas nas quais o Senhor e Criador de todas as coisas poderia ser glorificado e servido.Então, conhecendo a Deus, os Puritanos também conheciam o homem. Eles o viam como um ser essencialmente nobre, criado à imagem de Deus, para governar o mundo, mas que agora está embrutecido e corrompido pelo pecado. À luz da lei, da santidade e do senhorio de Deus, os Puritanos viam o pecado em seu caráter tríplice: a) transgressão e culpa; b) rebelião e usurpação; c) impureza, corrupção e incapacidade para o bem. Vendo essas coisas e conhecendo (conforme eles conheciam) os caminhos e os meios pelos quais o Espírito Santo traz os pecadores à fé e à nova vida em Cristo e leva os santos a se tornarem mais e mais semelhantes à imagem de seu Salvador, por decrescerem em direção à humildade e crescerem na dependência da graça, os Puritanos se tornaram pastores excelentes em seu tempo. Por isso, eles podem, mesmo depois de mortos, ainda falar conosco, para nos oferecer orientação e direção.Nós, evangélicos, precisamos de ajuda. Enquanto os Puritanos exigiam ordem, disciplina, profundidade e inteireza, nosso temperamento é caracterizado por casualidade e impaciência inquietante. Temos um intenso desejo por novidades, coisas sensacionais e entretenimento. 

    Temos perdido nosso prazer por estudo consistente, humilde auto-análise, meditação disciplinada e trabalho árduo e comum, em nossa vocação e nossas orações. Enquanto o Puritanismo tinha a Deus e a sua glória como o elemento que os unia, nossa maneira de pensar gira em torno de nós mesmos, como se fôssemos o centro do universo. A superficialidade de nosso biblicismo se torna aparente sempre que separamos as coisas que Deus uniu. Por conseguinte, nos preocupamos com o indivíduo, em vez de nos preocuparmos com a igreja; e nos preocupamos em falar, em vez de nos preocuparmos com a adoração. Ao evangelizarmos, pregamos o evangelho sem a Lei e a fé sem o arrependimento, enfatizando o dom da salvação e encobrindo o custo do discipulado. Não é de admirar que muitos dos que professam a conversão retornem à incredulidade.Então, ao ensinarmos a respeito da vida cristã, nosso costume é apresentá-la como um caminho de sentimentos comoventes, em vez de a apresentarmos como um andar de fé operante, e um caminho de intervenções sobrenaturais, em vez de um caminho de santidade racional. E, ao lidarmos com a experiência cristã, nos demoramos muito em falar constantemente sobre alegria, felicidade, satisfação e descanso da alma, sem qualquer menção equilibrada sobre o descontentamento espiritual de Romanos 7, a batalha da fé, de Salmos 73, ou sobre as responsabilidades e disciplinas providenciais que constituem o quinhão de um filho de Deus. A alegria espontânea do extrovertido chega a ser equiparada com o viver cristão saudável, e os extrovertidos joviais de nossas igrejas se tornam complacentes na carnalidade, enquanto as almas piedosas de temperamento menos extrovertido são deixadas de lado como anormais, porque não podem demonstrar alegria e entusiasmo de conformidade com a maneira prescrita. Eles consultam seu pastor a respeito desse assunto, mas ele não lhes pode oferecer melhor remédio do que dizer-lhes que procurem um psicanalista! Na verdade, precisamos de ajuda, e os Puritanos nos podem dar esta ajuda.Reconhecemos que não é o Puritanismo que encherá a terra. A verdade bíblica está destinada a encher a terra, como as águas cobrem o mar. Visto que o Puritanismo, no sentido popular e amplo, está muito próximo da verdade bíblica, não podemos falar de maneira tão pessimista a respeito de sua ruína. Spurgeon se referiu, em seus dias, àqueles que intentavam pintar mal as janelas da verdade e zombavam do Puritanismo. Mas virá o dia, afirmou Spurgeon, em que eles se envergonharão, ao contemplarem a luz do céu irrompendo uma vez mais. E isso tem acontecido!

    Documentário sobre a vida de Charles Spurgeon - O último dos puritanos.

    "O últimos dos puritanos"... Pela extraordinária graça de Deus, Charles Spurgeon (1834-1892) levou o povo à Escritura e tornou-A acessível ao povo. De uma erudição ímpar porém sem estudo formal, "o pregador do povo" iniciou seu ministério aos 17 anos e pastoreou durante 40 anos. Fundou um colégio de pastores e durante sua vida formou mais de 900 alunos. Pregou sem amplificação para auditórios com mais 20 mil pessoas, entrevistou particularmente e batizou mais de 14 mil. Pregava de 8 a 12 vezes por semana, publicou 3.535 sermões e 135 livros. Em sua época Spurgeon declarou guerra ao modernismo e advertiu fortemente a igreja contra o mundanismo, a frieza espiritual e tolerância a erros doutrinários. Foi e ainda é um dos mais influentes homens na história da igreja. Charles era casado com Susannah Spurgeon com quem teve gêmeos.



    quarta-feira, 10 de agosto de 2016

    Profetizas houve, pastoras não

    Hulda, Miriam, Débora, Noadia, Ana, e as 4 filhas de Filipe.


    Para começar, “teóloga” não existe atualmente no dicionário português, e acho que a Bíblia TNIV é tão sagrada quanto minha lista telefônica, aquilo não é uma Bíblia, é uma redação com versículos, que alguém escreveu um monte de bobagem.

    Além de todos aqueles argumentos feministas de sempre, agora a “nova história” é que Hulda converteu Josias - e tudo de positivo que foi feito por Josias aconteceu por causa do “pastorado” de Hulda, e isso implica que Deus continua chamando as mulheres hoje, e por isso, podem existir pastoras e “teólogas” como a que escreveu o artigo.

    È um esforço grande para anular aquilo que a bíblia exige a um ministério, um marido de uma mulher para ensinar o povo em geral:

    1Tm 3:2 Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, MARIDO DE UMA MULHER, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
    Tt 1:6 Aquele que for irrepreensível, MARIDO DE UMA MULHER, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.

    Também é um maravilhoso exercício mental, querer mudar a Bíblia, já que Josias temia ao SENHOR desde o início do seu reinado, muito ANTES de Hulda ser consultada, basta ler 2Rs 22 e 2Cr 34 e verificar a seqüência dos fatos.

    A Profetisa “pastora” HULDA 2Rs 22:14; 2Cr 34:22

    É bem plausível que todas as profetizas profetizavam em casa, recebiam mensagens diretamente de Deus, e logo a seguir as contavam a um HOMEM - e então, este HOMEM, que era um grande líder espiritual de Israel, mas não escolhido por Deus para ser profeta (receber palavras diretamente de Deus) é quem pregava, ensinava, repreendia, batalhava, etc.

    No caso de Hulda, esse “grande líder” foi Josias.

    O argumento é que Josias teria supostamente se convertido do mau caminho graças à pregação da "pastora" Hulda 2Cr 34:30-33; 2Rs 23:1-24,

    Isto não é verdade, deve-se lembrar que Josias era reto aos olhos do SENHOR 2Rs 22:1-2; 2Cr 34:1-2, e temia a Deus, muito mais quando acharam o Livro da Lei, e por causa do que seu conteúdo 2Rs 22:8-112Cr 34:15-19, sendo que Josias queria apenas consultar Deus

    2Rs 22:13 Ide, e consultai o SENHOR por mim, pelo povo e por todo o Judá, acerca das palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do SENHOR, que se acendeu contra nós; porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem conforme tudo quanto acerca de nós está escrito.

    A cronologia bíblica nos mostra que naquele tempo, o 18º ano do reinado de Josias 2Rs 22:3, embora já houvesse o ministério de Sofonias Sf 1:1, e de Jeremias Jr 1:1-2, a comissão sacerdotal foi procurar e consultar a profetiza Hulda, 2Rs 22:14; 2Cr 34:22

    As profetizas profetizavam em casa, e contavam para um HOMEM, portanto, Hulda NUNCA repreendeu o povo.

    Provavelmente não foram procurados Jeremias e Sofonias, devidos aos duros discursos contra a apostasia, coisa que os sacerdotes deviam odiar terrivelmente, o que fez com que eles procurassem Hulda.

    Mas mesmo assim, querendo eles fugir da verdade, Deus usou Hulda, que profetizou em sua casa (Jerusalém na segunda parte 2Rs 22:14; 2Cr 34:22), ela recebeu a mensagem diretamente de Deus, e logo a seguir as contou para os comissão sacerdotal apostata, e que levou a mensagem ao rei Josias 2Rs 22:20; 2Cr 34:28, uma mensagem de fúria de Deus contra o povo 2Rs 22:16-17, mas de misericórdia para com o rei 2Rs 22:19-20 pelo seu temor e humilhação perante o SENHOR.

    Isso que demonstra toda a apostasia do período:

    - A lei tinha “sumido” apesar de estar dentro da casa do SENHOR 2Rs 22:8

    - Israel havia abandonado tanto a Deus até havia objetos de idolatria no templo

    - E o maior de todos os sinais de apostasia foi que Hilquias e os sacerdotes, mesmo vendo Hulda receber a mensagem de Deus, e informarem pessoalmente o rei sobre a ira do SENHOR, mesmo assim, eles estavam tão coniventes com a apostasia do povo, que foi necessário o próprio rei mandar eles tirarem os objetos pagãos que estavam no Templo do SENHOR

    2Rs 23:4 E o rei mandou ao sumo sacerdote Hilquias, aos sacerdotes da segunda ordem, e aos guardas do umbral da porta, que tirassem do templo do SENHOR todos os vasos que se tinham feito para Baal, para o bosque e para todo o exército dos céus e os queimou fora de Jerusalém, nos campos de Cedrom e levou as cinzas deles a Betel.

    Josias era temente a Deus, muito ANTES de mandar os sacerdotes consultarem o SENHOR, Cronologicamente:

    Reto aos olhos de Deus 2Rs 22:1-2; 2Cr 34:1-2
    Humilhação 2Rs 22:11; 2Cr 34:19
    Consulta 2Rs 22:14; 2Cr 34:22

    CONCLUSÃO 

    Portanto, aqui, a Bíblia não permite nenhum tipo malabarismo, por mais bonito ou atraente que seja

    2Pe 3:16 Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.

    E a Bíblia não abre espaço para nenhum milímetro de invenções e fantasias feministas para justificarem suas apostasias que contrariam a Bíblia frontalmente.

    1Co 4:6 E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais A NÃO IR ALÉM DO QUE ESTÁ ESCRITO, NÃO VOS ENSOBERBECENDO A FAVOR DE UM CONTRA OUTRO.

    2Tm 4:4 E desviarão os ouvidos da verdade, VOLTANDO ÀS FÁBULAS.

    2Pe 1:16 PORQUE NÃO VOS FIZEMOS SABER A VIRTUDE E A VINDA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, SEGUINDO FÁBULAS ARTIFICIALMENTE COMPOSTAS; MAS NÓS MESMOS VIMOS A SUA MAJESTADE.

    A Bíblia ensina que mulheres não podem ser pastoras ou diaconisas, ensinar, pregar, repreender, etc. indivíduos adultos do sexo masculino.

    1Co 14:34  As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei.

    AS PROFETIZAS 

    (Miriam, Débora, Noadia, Ana, e as 4 filhas de Filipe)



    Após as mirabolantes mentiras inventadas sobre a profetiza Hulda, que foram refutadas em outro artigo, acho interessante também divulgar um estudo complementar sobre outras profetizas.

    1) Miriam
    2) Débora
    4) Noadia
    5) Ana
    6) As 4 filhas de Filipe

    MIRIAM

    Foi enviada adiante do povo - Mq 6:4

    Levou o povo para a apostasia, sob o pretexto de adoração - Ex 15:20

    Criticou Moises, na ambição de tomar o posto de Moisés, o condenando - Nu 12:1-2

    Foi castigada pelo Próprio Deus - Nu 12:10

    Precisou da intercessão de Moisés - Nu 12:13

    Foi um atraso para toda Israel - Nu 12:15

    Resumindo Miriam: 

    Foi um mau exemplo, se tornou uma referência de castigo - Dt 24:8-9


    DÉBORA

    Juíza e profetiza, mulher patriótica - Jz 4:4

    Ela não profetizava no templo, mas provavelmente em casa Jz 4:5

    É bem plausível que todas as profetizas recebiam mensagens diretamente de Deus, e logo a seguir as contavam a um HOMEM, então este HOMEM que era um grande líder espiritual de Israel, mas não escolhido por Deus para ser profeta (receber palavras diretamente de Deus) é quem pregava, ensinava, repreendia, batalhava, etc.

    No caso de Débora, esse grande líder foi Baraque.

    Baraque foi chamado por Deus a Libertar Israel das mãos de Jabim - Jz 4:6

    Ela acompanhou Baraque na batalha Jz 4:9, já que Baraque tinha desânimo e pouca fé Jz 4:8, ao ponto de Débora precisar animá-lo para a batalha Jz 4:14, que não poderia mais ser anulada - Jz 4:12-13

    Ela Comemora a vitória de Israel, junto a Baraque - Jz 5:1-31

    Ela Reclama da indiferença das tribos a batalha, o que indica um período de grande apostasia - Jz 5:16-17;23

    Resumindo Débora: 

    Se saiu muito bem, entregando corretamente a profecia de Deus a Baraque 1Sm 12:11, sendo humilde ajudadora de Baraque, grande líder de Israel He 11:32
     
     
    NOADIA

    Notória falsa profetisa, um dos 3 piores inimigos de Neemias - Ne 6:9-14


    ANA

    Exemplo de vigor - Lc 2:36

    Viúva piedosa - Lc 2:37

    Fez uma anunciação messiânica - Lc 2:38

    Mas Ana não fora uma pregadora. Ana serviu a Deus ...em jejuns e orações, de noite e de dia. (Lc 2:37), e não pela pregação ou pelo pastorado.

    Ela falou a outros que, como ela, estavam em busca da chegada de Cristo a Israel para a redenção. (Lc 2:38)

    Não há registros de quaisquer atos dela que qualquer mulher temente a Deus não os possa fazer.

    Qualquer mulher temente a Deus pode jejuar ou orar, pode dizer a outra sobre Jesus Cristo individualmente.

    Ana nunca pregou, nunca procurou ser pastora, nunca falou ou orou publicamente antes.
    Ainda há hipótese de que Ana estivesse no templo, somente a porta, como as mulher faziam (Ex 38:8). Mas mesmo que estivesse no templo, o evento se trata de uma exceção

    Resumindo Ana:

    Essa anunciação feita por Ana no templo, não foi programada, e pode ser considerado como uma exceção, um dos eventos únicos que cercaram o nascimento singular de Jesus Cristo, pois até os anjos anunciaram Jesus Lc 2:8-15


    AS 4 FILHAS DE FILIPE

    4 mulheres jovens profetizas At 21:9

    Mas parece que Paulo (a comissão), ou não escutou nenhuma delas, ou elas não deram nenhuma mensagem de Deus, pois foi necessário, o profeta Agabo vir da Judéia (estado onde estava Jerusalém) (At 21:10), e ir até a Cesárea (cidade próximo a Fenícia) onde eles estavam (At 21:8), para que recebessem uma mensagem que foi considerada válida (At 21:11)

    Resumindo as 4 filhas de Filipe: 

    A comissão da igreja parece ignorar as profecias delas, ou pelo menos, Deus não as usou, antes, enviou um profeta de longe.


    CONCLUSÃO

    Não se prova que jamais houve, no Novo Testamento, mulher pregando a toda uma igreja reunida, ou mulher fazendo uma pregação (programada) a toda uma igreja reunida, programada para ouvi-la;

    As profetizas que se saíram bem, eram todas mulheres exemplares e HUMILDES AUXILIARES DE algum ministério MASCULINO, o que coincide com o propósito bíblico da mulher: Ser uma ajudadora idônea ao homem. 
    Gn 2:18 E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.
    NUNCA DEUS APROVOU MULHER PREGAR A HOMENS.
    1Co 14:34 As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. NUNCA DEUS APROVOU MULHER ENSINAR, REPREENDER, QUASE XINGAR, DISCIPLINAR, ETC. A HOMENS.
    1Tm 2:12 Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Aqueles que a usam estas passagens como desculpa para procurar ser pastora, e pregar em violação às proibições do Novo Testamento, estão realmente destorcendo a Palavra de Deus para almejar suas próprias ambições pecaminosas.

    Aqueles que tentam usar estas passagens, como licença para violar os inequívocos e claros ensinamentos da palavra de Deus, não têm nenhum direito de subir em púlpito algum, ou preencher qualquer posição onde possam falar diante da igreja. 


     Fonte - http://solascriptura-tt.org/

    terça-feira, 2 de agosto de 2016

    Lutero (2003) Dublado – Torrent

    Após quase ser atingido por um raio, Martim Lutero (Joseph Fiennes) acredita ter recebido um chamado. Ele se junta ao monastério, mas logo fica atormentado com as práticas adotadas pela Igreja Católica na época. Após pregar em uma igreja suas 95 teses, Lutero passa a ser perseguido. Pressionado para que se redima publicamente, Lutero se recusa a negar suas teses e desafia a Igreja Católica a provar que elas estejam erradas e contradigam o que prega a Bíblia. Excomungado, Lutero foge e inicia sua batalha para mostrar que seus ideais estão corretos e que eles permitem o acesso de todas as pessoas a Deus.


    Informações:

    Gênero: Drama
    Ano de Lançamento: 2003
    Audio: Dublado
    Legenda: N/A
    Duração: 2 Horas e 01 Minutos
    Tamanho: 699 MB
    Qualidade: BDRip
    Extensão: AVI
    Qualidade de Audio: 10
    Qualidade de Video: 10








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